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O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, recebe, nesta quarta-feira (25), às 11h, representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto. O encontro acontece em meio à crise do diesel que, apesar dos esforços do governo federal, sofreu um aumento de preço em meio à guerra no Oriente Médio.

Na última quinta-feira (19), os caminhoneiros decidiram adiar a greve em meio a articulações com o governo. Na reunião de hoje, o Planalto deve negociar as reivindicações da categoria.

Além dos pedidos para barrar o aumento do preço dos combustíveis, a categoria apresentou outras demandas, como a isenção de pedágio para caminhões vazios em momentos de crise — algo que poderia ser identificado pela suspensão dos eixos dos veículos.

Também cobram maior fiscalização sobre o preço do diesel, com atuação da ANP (Agência Nacional do Petróleo), do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Ministério da Justiça, além da criação de um teto emergencial para o combustível.

Outras demandas incluem a reestatização da Petrobras e críticas às medidas já adotadas pelo governo, como a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel.

Na sexta-feira (20), Lula defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo na Petrobras e a recompra da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), da Petrobras, na Bahia.

Guerra no Oriente Médio e o preço dos combustíveis

O governo federal decidiu zerar o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível. A medida tem como objetivo reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil.

Na prática, a medida elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível e representa uma redução de R$ 0,32 por litro. De acordo com o Palácio do Planalto, o anúncio reduz a pressão sobre o diesel, insumo essencial para o transporte de cargas, a produção agropecuária e o abastecimento das cidades.

Mesmo assim, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) registrou, na segunda semana de março, um aumento de 11,8% no preço médio do diesel no país, em relação à semana anterior. Só a gasolina registrou alta foi de 2,5%.

A PF (Polícia Federal) instaurou um inquérito para apurar a prática de abuso de preços de combustíveis em todo o país. Ao mesmo tempo em que a ANP, juntamente com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), realizam fiscalizações por diversos estados.

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Fonte : CNN

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