As bolsas da Europa fecharam sem uma direção única nesta terça-feira (24), com o apetite limitado ao risco após novas tarifas globais dos Estados Unidos com alíquota de 10%, abaixo do número citado anteriormente pelo presidente Donald Trump.
O líder norte-americano ameaçou impor tarifas de 15% no sábado (21).
Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,04%, a 10.680 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,12%, a 25.021 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,26%, a 8.519 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,10%, a 46.651 pontos. Em Madri, o Ibex 35 marcou baixa de 0,38%, a 18.218 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 terminou o pregão com avanço de 0,25%, a 9.269 pontos. As cotações são preliminares.
Mais cedo, a Casa Branca confirmou que a tarifa global será de 10% e é válida por 150 dias a partir desta terça (24), adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA.
O Swissquote Bank sugere atenção às montadoras europeias, já que as companhias podem ser as mais afetadas pela decisão do Parlamento Europeu em adiar a votação do acordo comercial firmado no ano passado entre os EUA e a União Europeia (UE).
Nesta terça-feira (24), importantes papéis do setor automotivo subiram, com avanço de 1,90% da Volkswagen e altas de 1,09% e 2% da BMW e da Renault, apesar de a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) ter registrado queda nas vendas de veículos pelas três montadoras em janeiro, pressionadas pelo avanço da competição de mercado com fabricantes da China.
Paralelamente às questões comerciais, na ponta geopolítica, o Reino Unido anunciou o maior pacote de sanções contra a Rússia desde o início da guerra contra a Ucrânia. Além do conflito no leste europeu, dúvidas sobre a relação de Washington e Teerã forneceram ímpeto para os papéis de Defesa, com avanços de 2,04% da italiana Leonardo e de 1,59% da alemã Rheinmetall.
Também no noticiário britânico, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, ressaltou que a inflação deve se aproximar da meta de 2% em abril e que considerará, para as próximas reuniões de política monetária, se um corte de juros “é justificado”.
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Fonte : CNN