O bitcoin operou em alta nesta terça-feira (17) com a criptomoeda mantendo a performance mais robusta ante referenciais do mercado tradicional desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Desde a sexta-feira que antecedeu o ataque em 28 de fevereiro, o bitcoin acumula ganhos de cerca de 14% ante uma perda aproximada de 2% do índice S&P 500, referencial da Bolsa de Nova York.
Por volta das 16 horas (de Brasília), o bitcoin subia 1,10%, a US$ 74.660,49. Já o ethereum tinha alta de 0,4%, a US$ 2.333,23, de acordo com a plataforma Binance. No mesmo horário, o S&P 500 indicava ganho de 0,33%.
“O Bitcoin havia caído por cinco meses consecutivos até fevereiro, tornando-se um dos ativos com pior desempenho no início de 2026”, observou o co-chefe global de pesquisa macroeconômica e temática do Deutsche Bank, Jim Reid. “No entanto, a moeda também se recuperou, fechando ontem em sua máxima de um mês, acima de US$ 74.000”, pontuou.
Os fluxos de entradas em fundos negociados em bolsa (ETFs) seguem como principal motor para o bitcoin, enquanto a moeda digital testa a narrativa de ativo de refúgio em momentos de instabilidade. A resiliência da moeda digital ocorre a despeito do lento progresso em mudanças regulatórias que poderiam favorecer os ativos.
Nas últimas 24 horas, bitcoin chegou a superar US$ 74.800, um nível de resistência citado por Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio. Na máxima, a criptomoeda chegou a ser cotada a US$ 76.000.
Ainda que ativos digitais tenham demonstrado desempenho melhor do que muitos ativos tradicionais desde o início da guerra no Irã, eles permanecem sensíveis às decisões de política econômica. E o mercado se posiciona para a decisão do Fed (Federal Reserve) com a expectativa de que haverá manutenção de juros. Investidores, contudo, aguardam sinais dos próximos passos da autoridade diante do contexto da instabilidade geopolítica.
Um tom mais conservador do que o esperado, enfatizando a necessidade de manter as taxas elevadas por mais tempo para controlar a inflação, pode pressionar os ativos de risco.
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Fonte : CNN