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O bitcoin, a criptomoeda mais famosa do mundo, caiu abaixo de US$ 66.000 na tarde desta quinta-feira (5) pela primeira vez em 15 meses.

As criptomoedas são notoriamente voláteis.

Os entusiastas das criptomoedas, porém, há muito defendem que os investidores tratem o bitcoin como “ouro digital”, um novo investimento seguro onde os traders podem guardar fundos em tempos difíceis.

Portanto, com isso no radar, agora seria um momento lógico para um investimento seguro se valorizar.

A geopolítica tem sido agitada este ano: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça atacar o Irã, tem atacado aliados na Europa e no Canadá por causa da Groenlândia, ameaça aumentar as tarifas sobre a Coreia do Sul e Nicolás Maduro foi capturado por forças militares norte-americanas.

Enquanto isso, avanços significativos em inteligência artificial estão deixando os investidores do mercado de ações apreensivos. O Claude, da Anthropic, agora consegue realizar tarefas para escritórios de advocacia, o que fez com que as ações do software despencassem.

Os indicadores de medo estão emitindo sinais de alerta. O Índice de Medo e Ganância da CNN está no modo “medo”, e o índice de volatilidade VIX atingiu brevemente o ponto mais alto desde novembro, quando o mercado sofreu um mini-colapso devido a dados econômicos confusos pós-shutdown e aos resultados da Nvidia.

Esse medo impulsionou uma alta recorde nos preços do ouro, que recentemente ultrapassaram os US$ 5.500 por onça-troy.

Mas o bitcoin não está acompanhando e perdeu mais de 20% este ano.

Os investidores em criptomoedas comemoraram a vitória de Trump em novembro de 2024, impulsionando o Bitcoin e outras criptomoedas, depois que Trump apoiou os ativos digitais que antes rejeitava e prometeu remover regulamentações que, segundo ele, estavam prejudicando o crescimento das criptomoedas.

Então, o que está por trás dessa nova queda?

O Bitcoin foi arrastado por todo o sentimento de aversão ao risco que permeia o mercado. A contínua divergência entre o ouro (alta de 24% desde outubro) e o Bitcoin (queda de 44%) solidificou esse sentimento.

E o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quarta-feira (4), afirmou, perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, que o Tesouro não tem autoridade para estabilizar os mercados de criptomoedas.

Além disso, os ETFs de Bitcoin também não decolaram da maneira que os investidores esperavam, e o investimento institucional em Bitcoin diminuiu nos últimos meses, reduzindo os volumes de negociação.

Essa queda não é uma tendência nova.

Em 2014, os preços das criptomoedas despencaram após o ataque hacker à exchange Mt. Gox. A maior queda ocorreu em 2018, quando o Bitcoin derreteu 74%, impulsionado pelo medo de que a explosão das ofertas iniciais de moedas tivesse sido exagerada. E as criptomoedas sofreram quedas consecutivas em 2021 e 2022, após a pressão regulatória e o escândalo da FTX abalarem a confiança.

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Fonte : CNN

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