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A francesa Julia Simon conquistou o ouro na prova individual feminina de 15 km do biatlo nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Anterselva, na Itália. A atleta registrou o tempo de 41m15s6 e errou apenas um alvo, resultado que garantiu sua segunda medalha dourada na competição após o título no revezamento misto.

A conquista ocorre meses após Simon ter sido condenada por roubo e fraude de cartão de crédito na França.

Em outubro de 2025, a atleta recebeu pena de três meses de prisão suspensa e multa de €15 mil (cerca de R$ 80 mil) após admitir o uso de cartões pertencentes à colega Justine Braisaz-Bouchet e a um membro da equipe para compras online que ultrapassaram €2.000 (aproximadamente R$ 10,6 mil).

“Não consigo explicar. Não me lembro de ter feito isso. Não consigo entender”, disse Simon durante a audiência em Albertville, segundo os veículos Le Monde e The Guardian.

A decisão judicial levantou dúvidas sobre sua presença nos Jogos, mas a Federação Francesa de Esqui estruturou uma sanção administrativa que permitiu à atleta seguir competindo, levando-a ao ouro nesta quarta-feira (11).

Antes de Milão-Cortina, Simon já havia conquistado 10 títulos mundiais e a medalha de prata no revezamento misto em Pequim-2022. Nos Jogos de 2026, além do ouro individual, integrou a equipe francesa vencedora do revezamento misto 4×6 km na abertura do programa do biatlo.

“Consegui minha revanche”

Na prova individual, as competidoras percorreram cinco voltas de três quilômetros e passaram quatro vezes pelo estande, alternando tiros deitados e em pé. Cada erro acrescentou um minuto ao tempo total, fator que influenciou diretamente o resultado final e a definição das medalhas.

Simon compensou a única falha no estande com desempenho consistente no esqui ao longo das cinco voltas do percurso.

“É incrível, é incrivelmente emocionante. É como se tudo tivesse se fechado, um dos melhores dias esportivos da minha vida”, afirmou Simon à TV francesa após a vitória.

Quatro anos depois de terminar em 21º lugar nos Jogos de Pequim, a atleta voltou ao pódio olímpico com a melhor marca da prova.

“Quatro anos atrás, eu desmoronei completamente no último tiro porque não consegui lidar com a pressão, porque não tinha o que era preciso. Hoje, eu consegui minha revanche e é incrível”, declarou.

Disputa intensa

Lou Jeanmonnot terminou com a prata, 53,1 segundos atrás da compatriota, com 42m08,7. Ela reconheceu o desempenho nos esquis, mas lamentou os erros no tiro.

“É um sentimento misto porque, nos esquis, estou indo muito, muito bem, mas, por outro lado, no estande de tiro, estou colocando um pouco de pressão em mim mesma”, disse. “Estou tensa porque realmente quero conseguir, muito orgulhosa de mim nos esquis, um pouco menos no estande.”

A búlgara Lora Hristova levou o bronze ao completar a prova em 42m20,1.

A disputa teve mudanças decisivas na classificação após erros no tiro, incluindo a queda da alemã Franziska Preuß da liderança para o nono lugar após duas falhas na última série.

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Fonte : CNN

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