wp-header-logo.png

Quase todos os principais bancos centrais de mercados desenvolvidos mantiveram as taxas de juros nesta semana, mas enfatizaram a prontidão de agir para conter a inflação caso o choque energético causado guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã provoque um aumento mais amplo dos preços.

Desde o início da guerra, operadores reduziram as apostas em um afrouxamento monetário por parte do Federal Reserve este ano e precificaram aumentos de juros por outras autoridades monetárias, inclusive pelo Banco Central Europeu e pelo Banco da Inglaterra.

O BC da Austrália, já em modo de alta, aumentou as taxas de juros novamente esta semana.

Veja abaixo a posição dos 10 bancos centrais de mercados desenvolvidos, classificados pela taxa de juros básica mais alta para a mais baixa.

Austrália

O Banco Central da Austrália aumentou a taxa de juros pelo segundo mês consecutivo na terça-feira (17), para 4,1%, alertando sobre um risco “material” para a inflação decorrente da guerra.

O núcleo da inflação atingiu uma máxima de 16 meses de 3,4% em janeiro e está subindo. Os mercados veem pelo menos mais dois, provavelmente três, aumentos de juros este ano, o que levaria as taxas acima do pico registrado no final de 2023.

Noruega

O Norges Bank se reúne na próxima semana. A inflação persistente fez com que ele fosse um dos bancos centrais mais cautelosos de mercados desenvolvidos, cortando a taxa de juros apenas duas vezes no ano passado em relação à máxima de 4,5% registrada no final de 2023.

Os mercados veem um aumento como o próximo movimento, e um está totalmente precificado até agosto.

Reino Unido

O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 3,75% na quinta-feira (19), mas operadores consideraram o comunicado pós-reunião como hawkish, e agora veem 50% de chance de um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros até abril, e talvez três altas até o final do ano.

O banco disse estar alerta ao risco de que expectativas de inflação mais alta se enraizassem na economia e, embora tenha reconhecido os riscos de uma desaceleração econômica, disse que a inflação mais alta é o risco maior.

Estados Unidos

O Federal Reserve manteve a taxa de juros na quarta-feira (18) na faixa de 3,50% a 3,75%, mas o tom hawkish do chair Jerome Powell fez com que operadores adiassem as expectativas de corte para 2027.

O Fed cortou a taxa de juros pela última vez em dezembro. Antes da guerra, os mercados precificavam duas reduções de 25 pontos-base este ano – agora eles não veem praticamente nenhuma chance de uma mudança.

Embora o BC tenha mantido as projeções anteriores de um corte de juros em 2026, ele projetou uma inflação mais elevada neste ano do que anteriormente.

Powell descreveu desafios significativos para reduzir a inflação, desde os persistentes aumentos de preços decorrentes de tarifas até a alta da energia devido à guerra no Oriente Médio. Ele disse que o Fed pode não ser capaz de olhar para este último como um choque transitório.

Nova Zelândia

O Banco Central da Nova Zelândia se reúne no início de abril. Ele reduziu a taxa de juros mais agressivamente do que a maioria em 2024 e 2025, para 2,25%. Ainda assim, os mercados acreditam que o próximo movimento será um aumento, e três altas são precificadas até o final do ano.

Canadá

O Banco Central do Canadá manteve a taxa de juros em 2,25% na quarta-feira (18), conforme esperado, mas o presidente Tiff Macklem advertiu que está pronto para aumentar os custos dos empréstimos se houver o risco de preços mais altos da energia se transformarem em inflação persistente.

O banco tem mantido a taxa de juros básica desde outubro. Os mercados precificam pelo menos um aumento de 25 pontos-base até o final do ano, mas não o consideram provável até o terceiro trimestre.

Zona do Euro

O Banco Central Europeu deixou as taxas de juros inalteradas na quinta-feira (19), conforme esperado, mas pode ser necessário começar a discutir aumentos em abril e promover um aperto monetário logo em seguida, disseram fontes à Reuters.

Bancos alteraram as previsões para o BCE e os mercados agora antecipam mais de dois aumentos de 25 pontos-base na taxa de depósito de 2% do BCE este ano, pois acreditam que as autoridades, acusadas de agirem tarde demais em relação à alta da inflação de 2021/2022, serão mais rápidos desta vez.

Suécia

O BC sueco manteve a taxa de juros básica em 1,75% na quinta-feira (19) e também sinalizou que a incerteza é elevada. Os mercados também precificam aumentos da taxa de juros este ano.

Japão

O Banco do Japão na quinta-feira (19) manteve a taxa na máxima de 30 anos de 0,75%.

O presidente Kazuo Ueda disse, no entanto, que a diretoria está um pouco mais focada nos riscos de alta da inflação do que nos riscos de baixa para o crescimento decorrentes do conflito, mantendo vivas as expectativas do mercado de um aumento da taxa de juros no curto prazo.

Essas falas fizeram com que o iene valorizasse.

Suíça

O Banco Nacional da Suíça manteve na quinta-feira (19) a taxa básica de juros em 0%, a mais baixa entre os principais bancos centrais, e sinalizou prontidão em intervir para conter a recente alta do franco suíço. A moeda está sendo negociada em torno da máxima de 11 anos em relação ao euro.

A inflação suíça foi de 0,1% em março, e a valorização do franco ameaça empurrá-la para abaixo da meta de 0%-2% do BC.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu