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A Azul estima reduções “expressivas e permanentes” em suas despesas financeiras ​e de arrendamento a partir deste ano, ​como resultado das renegociações concluídas no processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), conforme fato relevante da companhia aérea nesta sexta-feira (27).

A empresa prevê uma queda superior a 50% em suas despesas anuais com juros, quando comparadas às estimativas anteriores ao processo de Chapter 11, refletindo uma ⁠estrutura de capital aprimorada, ​com menor custo financeiro e maior previsibilidade.

Também afirmou que calcula ​uma diminuição de aproximadamente um terço em suas despesas recorrentes de ⁠arrendamento de aeronaves em 2026, decorrente ⁠da otimização da frota e da revisão de contratos ​de ‌leasing.

“Somadas, essas iniciativas representam uma economia anual recorrente estimada de aproximadamente ⁠R$2,2 bilhões, reforçando o perfil de geração de caixa da companhia e contribuindo para sua trajetória de desalavancagem no longo prazo”, afirmou a Azul nesta ‌sexta-feira.

Em ⁠fevereiro de 2026, ‌a Azul concluiu seu processo de reestruturação sob o Chapter 11 nos Estados Unidos. Após a saída, segundo a empresa, alavancagem líquida ficou ⁠abaixo de 2,5 vezes, com base ⁠no Ebitda de 2025 e na dívida líquida de fevereiro de 2026.

A companhia aérea também ‌estimou uma redução de 1% na capacidade doméstica no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025, conforme busca uma “abordagem disciplinada para o crescimento de capacidade, com o objetivo de maximizar ‌a rentabilidade e a geração de caixa”.

“Esse ajuste reflete nosso foco contínuo em eficiência operacional, proteção de margens e alocação responsável de ⁠recursos”, acrescentou.

A Azul também reportou nesta sexta-feira seu balanço do quarto trimestre do ano passado, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e ​amortização) de R$ 2,1 bilhões, alta de 9,6%, com a margem nessa linha subindo ​1,7 ponto percentual, para 36,9%.

A receita líquida da aérea somou R$ 5,8 bilhões nos últimos três meses de 2025, alta de 4,6% ante igual intervalo de 2024.

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Fonte : CNN

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