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A Austrália concordou nesta terça-feira em conceder vistos a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã para que permaneçam no país, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a Camberra que não as enviasse de volta a Teerã devido a preocupações com a segurança delas.

O ministro de Assuntos Internos da Austrália, Tony Burke, disse a repórteres que as outras integrantes da equipe também são bem-vindas para permanecer no país. A seleção está na Austrália para disputar a Copa da Ásia.

Trump afirmou na segunda-feira que conversou com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, sobre a seleção feminina do Irã, após relatos de que cinco jogadoras haviam solicitado asilo na Austrália.

Entenda o caso

Antes da primeira partida do torneio na última segunda-feira (2), as jogadoras iranianas permaneceram em silêncio durante o hino nacional — um gesto que elas não explicaram, mas que foi interpretado por alguns setores mais radicais dentro do Irã como um sinal de traição.

Fontes disseram à CNN Sports que elas foram forçadas a cantar o hino nacional antes da segunda partida, na quinta-feira (5), e no domingo, antes da derrota por 2 a 0 para as Filipinas, voltaram a cantar o hino e fizeram uma saudação militar.

Após a derrota na última partida do torneio no domingo, torcedores se aglomeraram ao redor do ônibus da equipe, gritando para a polícia “salvem nossas meninas” enquanto o veículo se afastava.

Hadi Karimi, ativista de direitos humanos e membro da comunidade iraniana local, disse que apoiadores do lado de fora do ônibus puderam ver claramente pelo menos três jogadoras dentro dele fazendo o sinal internacional de pedido de ajuda com as mãos.

No entanto, uma fonte próxima à equipe expressou ceticismo à CNN de que as integrantes da equipe saberiam o que o gesto significa.

Nesta segunda-feira (9), Karimi acrescentou que havia esperança de que outras jogadoras agora se juntassem às cinco companheiras que atualmente estão com a polícia, acrescentando que era uma “notícia incrível” que algumas jogadoras haviam conseguido sair.

Atenção global

A situação das jogadoras chegou até Reza Pahlavi, filho do xá deposto do Irã, que também se juntou aos apelos para que o governo australiano garanta sua segurança, alertando em uma publicação na rede X que elas enfrentarão “graves consequências” se retornarem ao Irã.

“Como resultado de seu corajoso ato de desobediência civil ao se recusarem a cantar o hino nacional do atual regime, elas enfrentarão consequências severas caso retornem ao Irã”, escreveu Pahlavi no X. “Peço ao governo australiano que garanta sua segurança e ofereça todo o apoio necessário.”

Uma fonte próxima à equipe disse à CNN que algumas pessoas presentes na partida de domingo (8), entre Irã e Filipinas, estavam lá por razões políticas para tentar obter apoio para Pahlavi como possível futuro líder do Irã.

A entidade máxima do futebol mundial, a Fifa, disse à CNN Sports que também está em contato próximo com as partes relevantes, incluindo a Confederação Asiática de Futebol (AFC), que organizou o torneio em que o Irã jogou na semana passada.

“A segurança da seleção feminina do Irã é prioridade da Fifa, e por isso permanecemos em contato próximo com a AFC e com as autoridades australianas relevantes, incluindo a Football Australia, em relação à situação da equipe”, disse um porta-voz da Fifa.

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Fonte : CNN

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