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Moradores do Líbano descreveram a difícil jornada de deslocamento no país rumo a Beirute após Israel ordenar que os moradores do sul deixassem imediatamente suas casas e fossem para o norte do rio Litani.

“Do sul para Beirute, a estrada era muito difícil, especialmente para crianças, idosos, mulheres e homens, e para todos”, disse Haniya, que foi deslocada de sua casa no sul do Líbano, à Acnur (Agência da ONU para Refugiados) na terça-feira (3).

“Ficamos 18 horas na estrada por causa do trânsito. Foi muito cansativo”, adicionou.

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 83.847 pessoas foram deslocadas até o momento. Imagens divulgadas pela Acnur mostram carros nas rodovias, com algumas pessoas caminhando ao longo da estrada, carregando seus pertences.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

*Ben Wedeman, da CNN, contribuiu para esta reportagem

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Fonte : CNN

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