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As PMF (Forças de Mobilização Popular, na sigla em inglês) do Iraque, um grupo paramilitar estatal que inclui diversas facções apoiadas pelo Irã, afirmaram que ataques aéreos dos EUA contra seus quartéis-generais em várias províncias iraquianas mataram pelo menos 27 combatentes e feriram dezenas de outros desde 1º de março.

Em um comunicado divulgado hoje, a Comissão das FMP condenou o que descreveu como “ataques aéreos pecaminosos” realizados por aviões de guerra americanos. A comissão classificou os ataques como uma “transgressão flagrante” e uma grave violação da soberania do Iraque.

O grupo afirmou que os ataques atingiram instalações das FMP nas províncias de Diyala, Kirkuk, Anbar, Nínive, Salah al-Din, Wasit e Babil.

Segundo o comunicado, foram realizados 32 ataques aéreos, ferindo pelo menos 50 combatentes das Forças de Mobilização Popular.

A comissão afirmou que os alvos eram instalações oficiais que operam dentro da estrutura de segurança do Iraque e em coordenação com o Comando Conjunto de Operações do Iraque. Negou que os locais estivessem envolvidos em ataques contra bases americanas no Iraque ou em outros lugares.

A Embaixada dos EUA em Bagdá alertou que o Irã e grupos armados alinhados ao Irã no Iraque podem estar planejando ataques contra interesses americanos no país.

Em um alerta de segurança emitido na quarta-feira (11), a embaixada afirmou que grupos ligados ao Irã atacaram hotéis frequentados por americanos em diferentes partes do Iraque, incluindo a região autônoma do Curdistão. A embaixada também alertou que cidadãos americanos podem correr risco de sequestro.

A polícia iraquiana informou hoje que duas pessoas foram mortas em um novo ataque a um acampamento militar ao sul de Bagdá, que inclui unidades das PMF e da Polícia Federal. As PMF atribuíram o ataque aos EUA e a Israel.

Os grupos paramilitares das Forças de Mobilização Popular, liderados por xiitas e formados em 2014 para combater o Estado Islâmico, foram posteriormente integrados às forças armadas iraquianas.

Embora oficialmente subordinados ao primeiro-ministro, muitas facções são alinhadas ao Irã e exercem significativa influência política, militar e econômica no Iraque.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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Fonte : CNN

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