A crescente ofensiva de Israel no Líbano já matou mais de 10 crianças por dia, segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), enquanto defensores dos direitos humanos traçam paralelos com a brutal campanha em Gaza.
Pelo menos 83 crianças foram mortas desde que Israel lançou ataques contra o Líbano, após o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, disparar projéteis contra Israel em resposta aos bombardeios conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, informou o Unicef na segunda-feira (9).
No total, 570 pessoas foram mortas desde 2 de março, informou a Unidade de Gerenciamento de Riscos de Desastres do país nesta terça-feira (10).
Israel emitiu ordens de retirada para grandes áreas da população do Líbano, incluindo todas as comunidades ao sul do rio Litani.
Essas ordens deslocaram 760 mil pessoas, segundo a Unidade de Gerenciamento de Riscos de Desastres – o que representa quase 13% da população libanesa de 5,9 milhões.
Idosos e mulheres grávidas podem ter mais dificuldade em fazer longas e árduas viagens até abrigos improvisados – muitos dos quais carecem de privacidade, exacerbando o risco de violência de gênero contra mulheres e meninas, afirmam grupos de ajuda humanitária.
Um funcionário de direitos humanos alertou que elementos da campanha militar israelense no Líbano espelham táticas usadas para “aterrorizar civis” e “interromper operações humanitárias” em Gaza – onde a ofensiva de Israel após os ataques de 7 de outubro tornou o território palestino praticamente inabitável e matou pelo menos 72.095 pessoas, segundo o Ministério da Saúde local.
“O que estamos testemunhando no Líbano é a extensão inconfundível da cartilha militar israelense usada em Gaza – punição coletiva, deslocamento forçado e o terror deliberado de populações civis, incluindo comunidades palestinas já traumatizadas”, disse Steve Cutts, CEO da ONG britânica Medical Aid for Palestinians, em um comunicado na sexta-feira.
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Fonte : CNN