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Seis soldados franceses foram feridos em um ataque com drone contra uma base que abriga forças curdas e tropas da coalizão internacional no norte do Iraque, segundo o governador de Erbil.

Omed Khoshnaw, governador de Erbil, capital da região autônoma do Curdistão iraquiano, afirmou que o ataque atingiu uma base usada pelos Peshmerga, que também abriga membros das forças da coalizão internacional.

Khoshnaw disse que pelo menos seis soldados franceses ficaram feridos no ataque com drone.

A CNN entrou em contato com o Ministério da Defesa francês para obter um posicionamento.

A base fica perto de Makhmour, a sudoeste de Erbil, onde as forças da coalizão operam ao lado das forças de segurança curdas como parte dos esforços contínuos contra grupos extremistas como o Estado Islâmico.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, e as autoridades não forneceram mais detalhes sobre o estado de saúde dos soldados feridos.

No entanto, em um comunicado divulgado após o ataque, uma milícia apoiada pelo Irã no Iraque, Ashab al-Kahf, ameaçou atacar interesses franceses no Iraque e em toda a região.

“A partir desta noite, todos os interesses franceses no Iraque e na região estarão sob fogo e serão alvos de ataques”, afirmou o grupo, sem reivindicar diretamente a autoria do incidente.

A CNN não verificou de forma independente a autenticidade da declaração. Autoridades iraquianas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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Fonte : CNN

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