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Donald Trump refletiu sobre a possibilidade de “ter a honra de tomar Cuba” na segunda-feira (17), coincidindo com o primeiro colapso total da rede elétrica da ilha desde que os Estados Unidos efetivamente interromperam o fornecimento de petróleo ao país caribenho.

De acordo com MAriana Janjácomo, correspondente da CNN Brasil, a fala de Trump ocorreu em um contexto onde o ex-presidente americano tem demonstrado interesse na localização estratégica de Cuba, que fica próxima à Flórida.

Para Trump, a posição geográfica da ilha possibilitaria um maior controle do comércio na região, especialmente perto do Golfo do México, que ele frequentemente chama de “Golfo da América”, além de garantir proteção ao Canal do Panamá.

Justificativas para uma possível ofensiva

Ao contrário da Venezuela e do Irã, que possuem grandes reservas de petróleo e gás, Cuba não tem recursos energéticos significativos, o que torna a questão completamente política.

Trump já declarou anteriormente seu interesse em Cuba do ponto de vista imobiliário, afirmando que a ilha tem “um ótimo terreno” com potencial para turismo e investimentos, em retórica semelhante à que utiliza sobre Gaza, onde mencionou criar a “Riviera do Oriente Médio”.

Para justificar uma possível ação contra Cuba ao eleitorado americano, Trump poderia seguir linha semelhante à utilizada em relação à Venezuela, focando na questão do regime político.

A presença de Marco Rubio em seu governo, cujos pais vieram de Cuba para os Estados Unidos, reforça essa narrativa. Durante uma recente coletiva na Casa Branca, um influenciador já estava promovendo a ideia de que Trump poderia ser “o presidente que finalmente vai libertar Cuba”.

O legado presidencial também parece ser uma forte motivação para Trump. Segundo a correspondente, o ex-presidente “se importa muito com o legado que vai deixar como presidente”, e isso influencia muitas de suas decisões. Considerando a histórica tensão entre EUA e Cuba, uma ação contra a ilha poderia ser vista por Trump como uma marca importante para sua administração.

A atual situação energética de Cuba, que sofre com a interrupção do fornecimento de petróleo dos EUA, agrava a vulnerabilidade do país e pode servir como pano de fundo para as declarações de Trump sobre uma possível intervenção na ilha.

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Fonte : CNN

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