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O criador de conteúdo Felca, 27, se pronunciou nas redes sociais nesta quinta-feira (19), após ser acusado de ter influenciado a implementação a Lei 15.211/2025, do ECA Digital, que entrou em vigor na última segunda-feira.

O dono do vídeo sobre adultização explicou alguns mitos que circulam sobre as determinações da nova norma. “Eu não criei essa lei, quem criou foram os políticos. O que eu fiz foi criar um vídeo. Li toda a lei e, como cidadão, passei aqui para te falar”, disse.

Felca explicou que, ao contrário do que se fala na internet, ninguém será obrigado a fazer reconhecimento facial — e sim passar por uma verificação de idade por meios confiáveis. A medida visa impedir que seja feita a autodeclaração da faixa etária com, por exemplo, o botão “Sou maior de 18 anos”.

O influenciador ainda citou que os menores de idade não serão proibidos de jogar LoL (League of Legends), apenas não poderão brincar com itens que necessitam de pagamento ou um cartão de crédito.

“A lei também diz que os jogos vão precisar controlar por padrão as interações com estranhos. Parece meio exagerado até você lembrar que, no Roblox, por exemplo, era permitido que um homem de 40 anos conversasse com uma criança de nove. Um adulto mal-intencionado podia chegar ao seu filho, pedir que ligasse a câmera quando ele estivesse sem roupas. Parece terrível, mas era uma realidade”, disse.

Ele fez questão de citar que não foi responsável por criar essa lei, que apenas os políticos têm crédito pela redação dessas medidas.

“Eu fico verdadeiramente feliz pela nossa luta e por ter conseguido gerar algo assim. Agora, é uma lei. A coisa vem de um lugar positivo, de um apelo da sociedade, mas quando político toca a mão, vira sangue. Então eu não coloco a mão no fogo. Quem vai aplicar a lei não sou eu, nem você, mamãe e papai, mas sim pessoas que têm obsessão por poder. Você confia?”, desafiou.

Assista ao vídeo

O que é o ECA Digital

É a atualização do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, referente à Lei 15.211/2025, descrita como a primeira lei brasileira a propor regras e punições diretamente aplicáveis às plataformas digitais. Ou seja, o foco é na proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

O texto amplia direitos fundamentais que já estavam previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas agora levando esses direitos para o espaço digital com a implementação voltada principalmente às plataformas.

A nova lei também destaca que a proteção no meio online depende de responsabilidades compartilhadas entre Estado, família e sociedade.

Além de estabelecer obrigações, o ECA Digital também aborda desafios de transparência de grandes plataformas e afirma que a regulamentação não deve ser confundida com censura.

Uma das principais mudanças é a ampliação do alcance do ECA. A proteção também passa a valer para qualquer produto ou serviço tecnológico que seja direcionado a crianças e adolescentes, ou que seja utilizado por esse público.

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Fonte : CNN

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