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“Não foi aquele ‘boom’ que era em 2021, quando o Ministério da Infraestrutura lançou, que muitas pessoas que entendem de infraestrutura sabiam direto do que se tratava. Mas, por outro lado, é mais uma opção importante que a gente está tendo no cardápio ferroviário”, afirma.

Além da Arauco, outras autorizações, como projetos ligados à Eldorado Celulose e à Ultracargo, podem avançar para a fase de obras neste ano, afirma Sampaio.

Escoamento de carga

A ferrovia da Arauco vai atender o Projeto Sucuriú, megainvestimento de US$ 4,6 bilhões que prevê a construção, em Inocência (MS), da maior fábrica de celulose do mundo em etapa única.

Com capacidade estimada em 3,5 milhões de toneladas por ano, o empreendimento vai utilizar a ferrovia para escoar a produção até Santos, de onde a carga será exportada.

O ramal ferroviário terá 45 quilômetros, além de nove quilômetros de trilhos internos na fábrica, que vai se conectar à Malha Norte, operada pela Rumo. A partir desse ponto, os trens seguirão pela malha existente até o litoral paulista.

O investimento estimado na infraestrutura ferroviária é de R$ 2,4 bilhões. A expectativa é que a ferrovia seja concluída no segundo semestre de 2027, acompanhando o início das operações industriais.

Segundo a empresa, a decisão pelo modal ferroviário levou em conta critérios de eficiência, segurança e sustentabilidade.“A estimativa é reduzir em até 94% as emissões de CO2 no transporte e retirar cerca de 190 viagens diárias de caminhões das rodovias da região”, disse Alberto Pagano, diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, à CNN.

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Fonte : CNN

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