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As cotações futuras dos grãos finalizaram a sessão desta segunda-feira (09) com baixas na Bolsa de Chicago. De acordo com as informações da Agrinvest, os preços futuros recuaram após uma rodada de vendas técnicas e também por conta da informação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra com o Irã está praticamente finalizada.

A agrinvest  pontuou que os preços recuaram com rumores de que o G7 poderia liberar reservas estratégicas. Mesmo sem decisão oficial, a possibilidade de intervenção foi suficiente para impactar os grãos.

Ao longo desta sessão, os preços futuros chegaram a operar com máximas nos principais contratos impulsionados pela alta dos preços do petróleo bruto e pelo temor em relação ao impacto da guerra contínua entre os EUA e Israel contra o Irã.

De acordo com as informações da Royal Rural, o mercado de energia vive um período de forte turbulência, com a oferta sendo reduzida pela guerra, dificuldades logísticas e um aumento significativo nos preços do frete.

O relatório indica que os impactos do conflito tendem a ser diferentes entre os mercados de fertilizantes e de commodities agrícolas. Enquanto os fertilizantes enfrentam risco direto de restrição de oferta, os mercados de grãos e oleaginosas continuam abastecidos, o que limita altas sustentadas de preços.

Mesmo assim, custos mais altos de frete e energia já pressionam algumas commodities, como trigo e milho, e fortalecem produtos ligados ao mercado de biocombustíveis, como o óleo de soja.

Trigo

Os preços futuros do trigo finalizaram a sessão com queda na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para março registrou baixa de 2,19% e está cotado em US$ 6,0325 por bushel.

De acordo com as informações da Datagro, os preços foram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista a valorização dos contratos das commodities agrícolas nos últimos dias.

Além disso, a melhora das condições climáticas também exerceu pressão sobre os vencimentos do trigo.

Milho

Os preços do milho finalizaram a sessão com desvalorização de 1,47% na Bolsa de Chicago, em que o vencimento futuro para entrega em maio ficou cotado em US$ 4,5375 por bushel.

De acordo com a Agrinvest, os contratos haviam renovado máximas de vários meses impulsionados pela disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. A retração do petróleo reduziu parte do suporte aos grãos.

“O mercado passa por uma correção técnica após a euforia inicial. Além disso, foi registrado um bom volume de vendas de grãos nesta segunda-feira por parte dos produtores americanos, principalmente para soja e milho”, informou a Agrinvest.

Soja

A cotação da soja fechou em queda na sessão na bolsa de Chicago, em que os preços futuros finalizaram o dia com baixa de 0,37% e cotado em US$ 11,9625 por bushel.

O mercado também acompanha as expectativas antes da divulgação do tradicional relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será publicado nesta terça-feira (10). A expectativa do mercado é de redução dos estoques finais de soja nos Estados Unidos em 6 bilhões de bushels, para 344 milhões de bushels.

 

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Fonte : CNN

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