O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, nesta quinta-feira (19), a transferência de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília. A movimentação acontece em meio a especulações sobre uma possível delação premiada que pode impactar significativamente o cenário político brasileiro.
Segundo análise de Julliana Lopes, no Hora H, Vorcaro chega para uma possível colaboração com as autoridades trazendo uma “imensidão de nomes” que podem ser revelados, para além do que já foi descoberto nas investigações realizadas até o momento. “Uma negociação acontece no momento em que o possível delator diz: olha, para além do que vocês já têm, eu posso indicar outros caminhos a mais nessa investigação, ou seja, posso indicar outros nomes”, explicou.
Impacto no ano eleitoral
O caso ganha ainda mais relevância por ocorrer em ano eleitoral. As informações que podem surgir da delação de Vorcaro têm potencial para afetar diversas figuras políticas e religiosas. “No ano eleitoral, quem vai ser delatado, quem vai ser indicado por Daniel Vorcaro?”, questionou a analista, comparando o caso com a delação de Mauro Cid em na investigação da trama golpista.
Entre os possíveis envolvidos que podem ser mencionados na delação estão lideranças de partidos políticos, integrantes do Congresso Nacional e até mesmo líderes religiosos. “Hoje a gente está falando sobre, por exemplo, o envolvimento de pastores, de igrejas. É uma imensidão de nomes que Daniel Vorcaro vai oferecer nessa possível delação premiada”, destacou Julliana.
Embora o governo federal tenha posicionamento de que o caso Master envolve mais a direita, o centrão e a oposição do que o próprio governo, há preocupação nos bastidores do Palácio do Planalto sobre como o escândalo pode impactar a imagem do governo de maneira geral, mesmo sem ligação direta com a atual administração.
A Polícia Federal já tem acesso a uma grande quantidade de documentos e informações do telefone de Daniel Vorcaro, mas a expectativa é que a delação possa revelar nomes que ainda não apareceram nas investigações. “Pode ter nome aí envolvido que a gente vai conhecer a partir dessa delação que ninguém nem imaginava que estaria envolvido”, concluído a analista.
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Fonte : CNN