wp-header-logo.png

A decisão de Donald Trump de flexibilizar sanções americanas sobre o petróleo russo em meio à guerra no Oriente Médio gerou críticas de países europeus. Segundo o analista Lourival Sant’Anna, no CNN Prime Time, a medida tem motivações tanto econômicas quanto políticas, enquanto o presidente americano tenta construir uma imagem de pacificador.

“Ele se lembra da guerra na Ucrânia e já que ele iniciou uma nova guerra, aumenta o desejo dele de apresentar algum resultado na outra frente que ele tenta conduzir, que é a do pacificador. É o chamado um galho de oliveira de uma mão e uma pistola na outra”, explicou Sant’Anna.

Impacto econômico para a Rússia

Embora os Estados Unidos importassem apenas 199 mil barris de petróleo russo por dia em 2021 (antes da invasão em grande escala da Ucrânia) – o equivalente a cerca de 3% a 3,5% das importações totais americanas –, o impacto político da flexibilização é significativo. A guerra no Oriente Médio já aumentou em US$ 150 milhões por dia a receita russa com petróleo, que representa 60% das receitas do governo russo.

“A questão é política. Significa que os Estados Unidos deixam de exercer pressão sobre a Índia, por exemplo, que é uma grande importadora de petróleo russo. Significa que os Estados Unidos se aproximam mais ainda, politicamente, de Vladimir Putin”, destacou o analista.

Escassez global de petróleo

O conflito no Oriente Médio tirou cerca de 20% do petróleo mundial do mercado, tornando a Rússia ainda mais relevante como fornecedora. A situação é agravada pelo fato de os Emirados Árabes Unidos terem suspendido suas exportações de petróleo, deixando a Europa em busca de novas fontes de abastecimento.

“Vimos aí a ministra alemã demonstrando que, politicamente, a Europa não acha que é o momento de comprar a energia da Rússia, mas há uma escassez generalizada dos países procurando petróleo e isso é muito bom para a Rússia”, concluiu Sant’Anna.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu