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O relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, com mais de quatro mil páginas, dedicou um capítulo especial ao caso do Banco Master e seu controlador Daniel Vorcaro. De acordo com o documento, Vorcaro é apontado como “responsável pelo comando geral do esquema, incluindo autorização de operações fictícias e maquiagem contábil”.

De acordo com o analista de política Matheus Teixeira, durante o Bastidores CNN desta sexta-feira (27), o nome de Daniel Vorcaro é mencionado 32 vezes ao longo do relatório, demonstrando a relevância que o caso ganhou na investigação parlamentar.

“As principais fraudes do Banco Master não diziam respeito ao INSS, mas resvalavam no crédito consignado a aposentados, portanto tem essa relação e é esse vínculo que o relator Alfredo Gaspar faz nesse relatório”, destaca Teixeira.

Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prorrogação da CPMI realizada na quinta-feira (26), ministros questionaram se a comissão não teria extrapolado seu objeto original de investigação.

“O objeto era o escândalo do INSS que atingiu os aposentados, e a CPMI acabou partindo para cima de Daniel Vorcaro porque viu que ali estava o principal flânco de desgaste da classe política nesse momento e também do governo federal”, observa o analista. Teixeira lembra que Daniel Vorcaro chegou a concordar em depor na CPMI, mas acabou não sendo ouvido pela comissão.

Apesar de o relatório resvalar no Banco Master, Teixeira destaca que o centro do debate está mais em personagens como o “careca do INSS”, Antônio Antunes, e a suposta “omissão dolosa” por parte do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que teria “se omitido de maneira intencional” em relação ao esquema fraudulento.

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Fonte : CNN

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