O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou nesta sexta-feira (19) requerimentos para a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Lula. No entanto, segundo análise Teo Cury, no Bastidores CNN, o recesso parlamentar pode diminuir a intensidade das investigações e esfriar os ânimos em torno dessa convocação.
De acordo com Cury, dois fatores principais podem favorecer o entorno do presidente neste caso: a maioria governista na comissão e o timing do recesso parlamentar. “Tem um recesso parlamentar no meio do caminho, que ajuda a esfriar o andamento e a intensidade e as emoções de uma comissão parlamentar mista de inquérito, como é o caso dessa do INSS”, explica o analista.
A base governista na CPMI já conseguiu impedir convocações anteriores de pessoas próximas ao presidente, como seu irmão, e deve seguir na mesma linha em relação ao filho. Os opositores argumentam que a maioria governista “não quer que essa investigação chegue próxima” a Lula.
Impacto do calendário eleitoral
O ano de 2026, por ser eleitoral, também representa um desafio adicional para os trabalhos da CPMI. O calendário do Congresso Nacional naturalmente sofre alterações em anos eleitorais, com redução no período de trabalhos legislativos. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já solicitou que a CPMI seja prorrogada para além do início do próximo ano, possivelmente até o meio do ano que vem.
Cury destaca que um possível avanço nas investigações envolvendo o filho do presidente poderia ter impacto significativo na campanha eleitoral. “Tem um peso político, um avanço de uma CPMI num ano eleitoral em que o presidente da República pode ter, eventualmente, o envolvimento de um filho num esquema que está sendo investigado e isso tem um respingo ali na campanha eleitoral”, avalia um dos especialistas ouvidos.
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Fonte : CNN