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A Polícia Federal conquistou uma importante vitória após uma série de embates institucionais com o ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A saída ocorreu após a PF apresentar pedido de suspeição contra o ministro, baseado em informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira investigada. Informações são de Teo Cury no CNN Novo Dia.

O afastamento de Toffoli representa o desfecho de um crescente desgaste na relação entre o gabinete do ministro e a corporação policial. Ao longo dos últimos meses, diversas decisões controversas do magistrado geraram atritos significativos com investigadores e outros órgãos envolvidos no caso.

Histórico de embates institucionais

Um dos primeiros episódios de tensão ocorreu quando Toffoli determinou uma acariação entre investigados sem que houvesse depoimentos prévios, procedimento considerado incomum. A medida gerou incômodo não apenas na Polícia Federal, mas também na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Banco Central, que acabou sendo incluído no procedimento mesmo sem ser investigado. Diante das críticas, o ministro recuou e determinou que primeiro fossem colhidos os depoimentos.

Em outro momento, Toffoli chegou a criticar publicamente a PF por suposta inércia e falta de empenho nas investigações, alegando que isso poderia prejudicar o andamento do caso. A corporação rebateu afirmando que já havia solicitado diligências anteriormente, mas que só recentemente haviam sido autorizadas pelo ministro.

Um dos episódios mais controversos envolveu a custódia das provas apreendidas durante a segunda fase da operação. Inicialmente, Toffoli determinou que as evidências permanecessem lacradas no STF, decisão considerada inusual. Após reclamações, o ministro transferiu a custódia para a PGR, mas sem permitir acesso à PF. Somente após novas críticas, autorizou que quatro peritos da Polícia Federal acompanhassem a análise, mas fez questão de escolher pessoalmente os profissionais, ignorando a hierarquia e os procedimentos internos da instituição.

A redução do cronograma de depoimentos de seis para apenas dois dias também gerou insatisfação. Como resultado, cinco dos oito investigados não compareceram, alegando falta de tempo para preparação adequada, e entre os presentes, um permaneceu em silêncio e dois prestaram depoimentos considerados pouco esclarecedores.

O ponto culminante ocorreu quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente um documento ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, argumentando pela impossibilidade de Toffoli continuar à frente da investigação. A pressão resultou na negociação para saída do ministro do caso, embora tenha gerado críticas de outros integrantes da Corte à atuação da Polícia Federal, especialmente por ter investigado um ministro do Supremo sem autorização prévia do tribunal.

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Fonte : CNN

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