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A pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (7) traz um alerta para o presidente Lula (PT), especialmente no que diz respeito à aprovação do atual governo. No entanto, segundo análise do âncora da CNN Gustavo Uribe, no CNN Prime Time, tanto o lado petista quanto o de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão cometendo “erros estratégicos ao subestimar seus adversários”.

Para Uribe, Lula teria errado ao minimizar o potencial eleitoral do senador, acreditando que a situação jurídica de Jair Bolsonaro diminuiria seu capital político.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro estaria equivocado ao subestimar a capacidade do petista de reverter cenários desfavoráveis durante o período eleitoral.

O cenário atual coloca Lula diante de um desafio claro. Para garantir sucesso eleitoral, o petista precisa demonstrar que seu mandato não será apenas uma repetição de experiências anteriores. “Lula precisa provar para o eleitor que tem mais o que entregar e passar dos 33%”, destacou.

Com 33% de aprovação, o presidente se encontra em um patamar considerado decisivo na história eleitoral brasileira desde a redemocratização.

Uribe relembra que esse percentual é historicamente significativo: todo líder político que manteve aprovação acima de 33% conseguiu se reeleger ou fazer seu sucessor, enquanto aqueles com índices inferiores foram derrotados nas urnas.

Transferência de votos e estratégias eleitorais

Do outro lado do espectro político, Flávio Bolsonaro aparece como beneficiário direto da transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A gente vê Flávio com um patamar que nem Tarcísio de Freitas, nem Ratinho Júnior conseguiria chegar nessa altura do campeonato”, observou.

No entanto, Uribe relembra que o PT tem atacado pouco Flávio Bolsonaro, com Lula ignorando seu oponente em diversos momentos. “A avaliação é de que a máquina de moer gente do PT precisa começar a atuar”, afirmou.

O âncora citou o exemplo de 2014, quando a atual ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, liderava as pesquisas, mas acabou superada após intensa campanha negativa nos meios de comunicação, resultando na reeleição de Dilma Rousseff (PT).

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Fonte : CNN

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