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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ordenou que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, explique o envio de uma emenda parlamentar de R$ 3,6 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha, instituição que tem ligações com apoiadores de Jair Bolsonaro. Análise é de Matheus Teixeira, ao Bastidores CNN.

“Logo a Igreja Lagoinha, que a gente tanto falou por ser muito próxima de Jair Bolsonaro, agora vira um calcanhar de Aquiles dos bolsonaristas na Câmara e no Senado”, avaliou o analista, acrescentando: “A CPMI virou uma grande dor de cabeça para o governo federal, muito por causa de Carlos Viana, que agora se torna alvo justamente das investigações“.

“Carlos Viana poderá sim prestar um esclarecimento detalhado, mas o desgaste já existe, porque, sim, ele mandou emendas para uma instituição que está sendo investigada no caso do Banco Master”, relatou Teixeira.

A decisão de Dino, tomada no âmbito da ADPF que investiga o orçamento secreto, estabelece um prazo de cinco dias para que o senador apresente esclarecimentos detalhados sobre a destinação dos recursos públicos. A Igreja Lagoinha, que se tornou conhecida pela proximidade com Bolsonaro, agora coloca parlamentares alinhados à oposição em situação delicada.

A CPMI presidida por Viana ganhou notoriedade por investigar supostas irregularidades no INSS, mas acabou expandindo seu escopo para incluir o caso do Banco Master. A comissão, que foi instalada após o governo sofrer um revés político no Congresso, tem sido utilizada pela oposição como instrumento para desgastar o atual governo.

Conexões com a Igreja Lagoinha

A Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão, é de Minas Gerais, estado de Carlos Viana e do deputado Nikolas Ferreira, ambos com relações próximas à instituição religiosa. Segundo as investigações, a igreja teria ligações com Fabiano Zetel, cunhado de Daniel Vorcaro, apontado como operador de um esquema financeiro sob investigação.

Em resposta à determinação do ministro Flávio Dino, o senador Carlos Viana enviou uma carta manuscrita afirmando que suas ações são “transparentes e rigorosamente pautadas na lei”. Na mesma correspondência, o senador argumentou que a Constituição “garante a inviolabilidade parlamentar e assegura a independência entre os poderes”, e prometeu responder formalmente nos autos dentro do prazo estabelecido.

O caso ganhou repercussão política imediata, com apoiadores do governo celebrando nas redes sociais o que consideram um revés para a oposição. A situação é particularmente constrangedora para a CPMI, que tentou aproveitar o escândalo do INSS para investigar o esquema dos consignados do Banco Master, buscando visibilidade em um tema de grande repercussão nacional.

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Fonte : CNN

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