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Uma pesquisa recente da Reuters-Ipsos revelou que 61% dos americanos concordam que Donald Trump se tornou “errático com a idade”, evidenciando uma crescente preocupação sobre a capacidade mental do presidente dos Estados Unidos. Para a analista de Internacional da CNN Brasil, Fernanda Magnotta, dados refletem um aumento na desconfiança da população americana quanto ao equilíbrio e aptidão de Trump para liderar a maior potência mundial.

Em participação no CNN 360º desta quarta-feira (26), Magnotta observou que esta preocupação tem se intensificado após uma série de gafes cometidas por Trump em eventos públicos. “No final do dia é uma discussão sobre confiança na capacidade dessas lideranças de estabelecerem prioridades e de conduzirem as agendas com algum grau de equilíbrio”, explicou a especialista.

Idade avançada e histórico de gafes

A questão da idade dos presidentes americanos tem ganhado destaque nos últimos anos. Enquanto historicamente os presidentes mais velhos dos EUA governavam com cerca de 60 a 65 anos, os dois últimos mandatários quebraram esse padrão. Joe Biden serviu até completar 82 anos, tornando-se o presidente mais idoso da história americana, e Trump completará 80 anos em 14 de junho.

Recentemente, Trump protagonizou situações embaraçosas que alimentaram as dúvidas sobre sua condição mental. Entre os episódios, ele leu em voz alta instruções de bastidores que constavam em seu roteiro durante um discurso e também divulgou publicamente o conteúdo de um bilhete privado durante uma reunião com petroleiras no contexto da Venezuela.

Fernanda Magnotta ressalta que, embora isoladamente esses episódios possam não significar muito, no contexto atual de desconfiança acabam gerando uma opinião pública mais severa: “Ainda que não seja efetivamente a verdade, é o que as pessoas falam ou acham que é a verdade. Então, a gente precisa acompanhar um pouco dessa leitura também”.

A tradição de divulgar relatórios de saúde presidencial é antiga nos Estados Unidos, mas ganhou importância adicional com a ascensão de presidentes em idade mais avançada. A questão transcende o etarismo, como destacou a analista, e se concentra na confiança da população na capacidade de seus líderes de governarem com equilíbrio em um cenário global cada vez mais complexo.

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Fonte : CNN

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