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Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os chamados “penduricalhos” do serviço público, expondo uma clara diferença de postura entre os magistrados da Suprema Corte em meio a uma crise de credibilidade da instituição. A análise é da apresentadora Tainá Falcão, do Bastidores CNN.

“Essa negativa de Dino aos penduricalhos surge em um momento em que outros ministros entraram na defensiva diante de críticas a condutas e relações suspeitas, sobretudo após os desdobramentos do caso Máster“, apontou Falcão.

O novo ministro avança sobre um problema crucial: os privilégios, frequentemente manobrados contra a lei, que distanciam o Judiciário dos reais sentimentos da sociedade.

Na primeira sessão deste ano, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli usaram a tribuna para defender a conduta de magistrados da Suprema Corte, sustentando que a magistratura é uma das carreiras mais reguladas do Brasil. Ambos afirmaram que juízes podem, dentro da legalidade, receber por palestras ou manter participações societárias. Toffoli chegou a mencionar que magistrados podem ter fazendas e empresas, desde que não atuem diretamente na gestão.

Código de conduta enfrenta resistência

Paralelamente, o presidente do STF, Edson Fachin, busca articular um código de conduta para ministros, enfrentando significativa resistência interna e até uma sensação de isolamento.

“O texto em debate trata de temas como transparência das agendas dos ministros, regras para palestras, recebimentos de presentes e quarentena depois que os ministros deixam o Supremo Tribunal Federal”, explicou Tainá Falcão.

Especialistas consideram estes pontos relevantes para iniciar o debate, mas ainda periféricos diante do desgaste provocado pelos supersalários e privilégios no Judiciário. “É neste vácuo que Dino busca se antecipar, assim como fez desde o ano passado, quando passou a exigir do Congresso Nacional transparência e rastreabilidade sobre as emendas parlamentares“, afirmou a apresentadora.

O contraste entre as posturas dos ministros revela mais do que apenas diferenças individuais, apontando para uma disputa silenciosa sobre como o Supremo Tribunal Federal se posicionará enquanto instituição diante da atual crise de legitimidade. Enquanto alguns ministros tentam administrar a situação pela superfície, Dino opta por enfrentar estruturas centrais do poder.

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Fonte : CNN

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