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A indefinição sobre a data da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal gera preocupações no cenário político. Em nota divulgada nesta segunda-feira (24), Davi Alcolumbre afirmou que o processo ocorrerá no “momento oportuno”, deixando em aberto quando a avaliação será realizada. Análise é de Luísa Martins no Bastidores CNN.

A analista de Política da CNN explica que a situação é delicada e envolve interesses mútuos entre Lula e Alcolumbre. Por um lado, Lula necessita do apoio para projetos importantes, como o PL Antifacção. Por outro, Alcolumbre enfrenta desafios em pesquisas eleitorais no Amapá, onde seu principal adversário político, Furlã, lidera as intenções de voto para o governo do estado.

Histórico de atrasos

Em um precedente que gera apreensão, Alcolumbre já demonstrou capacidade de postergar sabatinas. “Quando André Mendonça foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre era também presidente do Senado e segurou a sabatina por vários meses”, lembra Luísa Martins. “Não se tem registro de que vá demorar todo esse tempo para a de Jorge Messias, mas a nota reflete uma posição institucional que mostra sua insatisfação com a indicação”.

Existe uma avaliação nos bastidores de que Alcolumbre não pretende fazer campanha em favor da aprovação de Messias, mas também não deve criar obstáculos diretos à indicação. A insatisfação do senador está relacionada à não escolha de Rodrigo Pacheco, que contava com apoio de parlamentares e de ministros do próprio STF.

Apoios importantes

Messias conta com alguns aliados relevantes para sua aprovação, incluindo André Mendonça, com quem compartilha afinidades religiosas. Há expectativa de que Mendonça possa auxiliar na articulação junto à bancada evangélica para garantir a aprovação do nome indicado.

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Fonte : CNN

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