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Delcy Rodríguez assumiu oficialmente como presidente interina da Venezuela em cerimônia realizada na Assembleia Nacional da Venezuela nesta segunda-feira (5). Durante seu discurso de posse, Rodríguez manteve o tom crítico contra os Estados Unidos, mas também deixou transparecer sinais de que pode estar aberta a negociações com Washington para se manter no poder, conforme analisou Américo Martins, no CNN 360°.

A cerimônia de posse foi marcada por simbolismos que reforçam a continuidade do chavismo no país. Rodríguez prestou juramento diante de seu irmão Jorge Rodríguez, que preside a Assembleia Nacional, enquanto o filho de Nicolás Maduro segurava os documentos oficiais durante o ato. A nova presidente interina declarou assumir o cargo “com dor, mas também com honra”, frase que chamou atenção do analista.

Transição constitucional pode interessar aos EUA

O processo de transição seguiu os trâmites constitucionais venezuelanos, com a vice-presidente assumindo após a declaração de incapacidade do presidente. Esse aspecto pode ser visto positivamente pelos Estados Unidos, que poderiam preferir uma transição ordenada a uma ruptura abrupta que potencialmente geraria instabilidade social e violência no país.

Embora Rodríguez seja conhecida como uma socialista ferrenha e defensora histórica do chavismo, sua postura tem demonstrado pragmatismo crescente. No sábado (3), quando Nicolás Maduro foi capturado, ela fez um discurso duro exigindo seu retorno e condenando os Estados Unidos. No entanto, já no domingo (4) e na própria cerimônia de posse, seu tom foi mais moderado, sinalizando abertura ao diálogo.

Continuidade do chavismo com possível moderação

A Venezuela enfrenta uma situação delicada, com o chavismo profundamente enraizado nas estruturas do Estado, inclusive no aparato de segurança. Qualquer tentativa de ruptura completa poderia gerar forte resistência interna. Por isso, a solução constitucional adotada, com Rodríguez assumindo interinamente, pode representar um caminho menos turbulento.

Contudo, essa transição desagrada setores da oposição venezuelana e muitos cidadãos que esperavam uma mudança real de regime após anos de crise econômica e política. A oposição, liderada por figuras como María Corina Machado e Edmundo González, que reivindicam vitória nas eleições, vê com ceticismo a ascensão de Rodríguez, considerando-a uma continuação do mesmo sistema político.

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Fonte : CNN

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