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O presidente Donald Trump revogou, nesta quinta-feira (12), uma conclusão científica que aponta os riscos das emissões de gases de efeito estufa para a saúde humana, eliminando a base legal para as regulamentações climáticas federais nos Estados Unidos. A medida representa um significativo retrocesso nas políticas ambientais do país, considerado um dos maiores emissores de poluentes do mundo.

De acordo com analista Fernanda Magnotta, no CNN 360°, a decisão representa um desmonte regulatório com impacto estrutural profundo. “É literalmente um exercício de tradução. Tem que apertar a tecla SAP para conseguir entender, até porque esse campo da dimensão ambiental passa por uma série de tecnicidades”, explicou Magnotta.

A revogação não se trata apenas de flexibilização de regras ambientais ou regulação de emissões, como ocorreu em outros momentos da administração Trump. “A gente está falando de remoção do próprio fundamento jurídico daquilo que constitui a arquitetura regulatória, que foi consolidada em 2009”, destacou a analista.

Impactos de longo prazo

Segundo Magnotta, a decisão terá repercussões nas próximas décadas, pois reconstruir a estrutura jurídica necessária para futuras leis ambientais exigirá um processo lento de criação de consensos. “A gente está falando aqui de um processo lento, moroso, de criação de consensos e que vai demandar uma reorganização completa das políticas públicas dos Estados Unidos”, afirmou.

Além do desmonte regulatório, a medida gera preocupações sobre riscos jurídicos tanto nos Estados Unidos quanto fora do país, especialmente para quem faz negócios na área ambiental. “É bem possível que haja uma judicialização em torno dessa política climática“, alertou a especialista.

A decisão também reforça o reposicionamento estratégico dos Estados Unidos em relação aos combustíveis fósseis. Trump nunca escondeu sua predisposição em priorizar o petróleo e derivados, com seu slogan de campanha “Drill, baby, drill”. “Ele sempre trazia à tona a ideia de que abandonaria a chamada diplomacia verde, agenda verde de Joe Biden, e que reposicionaria os Estados Unidos com foco no petróleo e seus derivados”, explicou Magnotta.

Para o Brasil, que apostava na cooperação com o governo Biden em questões ambientais, a mudança de postura americana representa um alerta importante. A nova política americana deve deslocar investimentos para longe das energias limpas, afetando parcerias internacionais e o desenvolvimento tecnológico no setor de sustentabilidade.

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Fonte : CNN

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