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O Congresso Nacional aprovou dois projetos de lei que liberam R$ 42,2 bilhões em crédito suplementar para complementar o pagamento do programa Bolsa Família e da Previdência. No Senado, a aprovação foi unânime, com 59 votos favoráveis. Segundo análise de Caio Junqueira, no CNN Prime Time, o crédito extra é estratégia de reeleição tanto para o Congresso quanto para o governo.

Segundo Junqueira, a aprovação do projeto demonstra um alinhamento entre governo e oposição, Palácio do Planalto e Congresso Nacional, em um momento que antecede as eleições. O acordo para liberação dos recursos indica uma preocupação compartilhada com o cenário eleitoral que se aproxima.

Impacto nas contas públicas

A divisão prevê R$ 20 bilhões para o Bolsa Família e R$ 22,2 bilhões para os benefícios previdenciários. A medida ocorre em um momento delicado para as contas públicas, com a relação dívida/PIB apresentando trajetória crescente desde o início de 2023, saindo de cerca de 72% para aproximadamente 85%.

A aprovação do crédito suplementar evidencia um aparente paradoxo no comportamento do Congresso Nacional. Enquanto há um discurso voltado para a reforma administrativa e contenção de gastos, são aprovadas medidas que contribuem para a ampliação da trajetória da dívida pública.

A medida aprovada representa mais um elemento de pressão sobre as contas públicas brasileiras, em um contexto onde o equilíbrio fiscal já enfrenta diversos desafios. A expansão dos gastos públicos continua sendo um tema central no debate sobre a sustentabilidade econômica do país.

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Fonte : CNN

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