A liquidação do Banco Master e das instituições financeiras vinculadas a ele gerou um rombo de aproximadamente R$ 52 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Crédito), valor que representa cerca de 40% de todos os recursos disponíveis no fundo antes da série de liquidações. Segundo análise de Victor Irajá, no Bastidores CNN, esse prejuízo poderá impactar diretamente o bolso do cidadão brasileiro que possui conta bancária.
O impacto financeiro se divide em R$ 40,6 bilhões do próprio Banco Master, R$ 6,3 bilhões do Will Bank e mais R$ 4,9 bilhões do Banco Pleno. Apesar de representarem juntos menos de 1% dos ativos do sistema financeiro nacional, o rombo causado por essas instituições forçou os principais bancos do país a antecipar aportes e aumentar suas contribuições para o FGC, que garante investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Consumidor final deve arcar com os custos
Embora economistas afirmem que não há risco sistêmico para o sistema financeiro brasileiro, o custo da recomposição do fundo deverá ser repassado aos clientes. “Vai impactar também tarifas bancárias, spread bancário, preço de serviços e produtos bancários para todos aqueles que estão no Sistema Financeiro Nacional, que têm uma conta em banco”, explicou Irajá.
O modus operandi do Banco Master, que oferecia títulos com rendimentos atrativos sem o devido lastro, incomodou banqueiros consultados pelo analista Irajá. A instituição utilizava o próprio FGC como argumento de segurança para atrair investidores menos experientes, que se sentiam protegidos pela garantia do fundo ao aplicar em CDBs que pagavam até 140% do CDI.
A situação expõe uma vulnerabilidade no sistema: instituições financeiras de menor porte podem oferecer rendimentos muito acima da média do mercado, atraindo investidores com a segurança proporcionada pelo FGC, cujos recursos são majoritariamente providos pelos grandes bancos. No final, quando ocorre uma liquidação como a do Banco Master, são todos os correntistas do país que acabam arcando indiretamente com o prejuízo, através de serviços bancários mais caros.
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Fonte : CNN