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Altas acentuadas nos preços dos combustíveis — em especial do diesel — nas bombas ao redor do Brasil, registradas antes mesmo de a Petrobras reajustar valores, acendeu um alerta no governo federal, que anunciou medidas para lidar com a questão nesta quinta-feira (12).

Números colhidos pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e levados ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) mostram elevações em ao menos quatro estados, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte, e no Distrito Federal.

Na Bahia foi registrada a maior alta: o litro do diesel chegou a subir R$ 0,80 em alguns postos, e o da gasolina, R$ 0,30. No Rio Grande do Norte, a variação foi parecida: o preço do diesel aumentou até R$ 0,75, e o da gasolina, R$ 0,30.

Representantes de associações argumentaram que a variação da cotação internacional do barril de petróleo já impacta seu custo. No Rio Grande do Norte, por exemplo, parte significativa do combustível comercializado não é produzida internamente, mas importada pela refinaria Clara Camarão.

O governo anunciou um pacote de medidas, sendo as principais: zerar PIS/Cofins sobre o diesel e dar subvenção aos importadores do combustível. Além disso, a ideia é dar à ANP (Agência Nacional do Petróleo) novos instrumentos de fiscalização para coibir práticas lesivas ao consumidor.

Segundo as projeções do governo, as medidas resultariam numa redução de R$ 0,64 no preço do diesel. A renúncia de PIS/Cofins e a subvenção custariam R$ 30 bilhões, valor que seria compensado pela elevação do imposto de exportação sobre óleos brutos e do próprio diesel.

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Fonte : CNN

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