O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o discurso do Estado da União, um evento anual em que o chefe de Estado americano delineia as prioridades do governo e reforça os feitos até o momento.
Durante a fala, ele fez um alerta importante ao Irã, afirmando que não permitirá que o país tenha armas nucleares. Além disso, chamou a Venezuela de “amiga e parceira”.
De toda forma, o maior foco do discurso foi a economia, em um momento conturbado para o governo Trump, em meio à queda na aprovação entre a população.
Uma pesquisa da CNN conduzida pela SSRS revelou que 32% dos americanos dizem que Trump teve as prioridades certas, enquanto 68% acham que ele não prestou atenção suficiente aos problemas mais importantes do país.
O presidente americano discursou por mais de 1h40, quebrando o recorde de discurso do Estado da União mais longo desde pelo menos 1964 — superando o discurso de Bill Clinton em 2000, que detinha o recorde anterior.
Veja os destaques do discurso nesta matéria.
“Nossa nação está de volta” e fronteira
Donald Trump começou o discurso falando que “nossa nação está de volta”, afirmando que o país nunca esteve tão forte e que esta é a “Era Dourada” dos EUA.
O presidente alegou que fez uma transformação como ninguém nunca viu no país.
“Hoje, nossa fronteira está segura. Nosso espírito está restaurado”, afirmou, adicionando que a fronteira é a mais forte que o país já teve, fazendo referência à diminuição de entrada ilegal de pessoas.
“Mas nós vamos sempre permitir que pessoas entrem legalmente, pessoas que vão amar nosso país e trabalhar duro para manter nosso país”, comentou.
Em outro momento, ele pontuou que o “estado da nação é forte”.
Trump chama Venezuela de “amiga e parceira”
Ainda no início do discurso, Trump chamou a Venezuela de “amiga e parceira”.
“Nós acabamos de receber da nossa nova amiga e parceira, Venezuela, mais de 80 milhões de barris de petróleo”, comentou.
As Forças Armadas americanas fizeram uma operação no dia 3 de janeiro que culminou na captura de Nicolás Maduro. Desde então, a presidente interina Delcy Rodríguez tem adotado um tom de aproximação com o governo americano.
Reclamação sobre derrubada do tarifaço
Donald Trump também disse que a decisão da Suprema Corte dos EUA de considerar o tarifaço ilegal foi decepcionante.
A fala foi feita em frente a três juízes que votaram contra as tarifas que o presidente americano havia imposto.
O presidente da Suprema Corte, John Roberts, e os juízes Elena Kagan, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett estão no plenário da Câmara dos Representantes.
Três desses quatro — Roberts, Kagan e Barrett — votaram contra as tarifas.
Crítica a imigrantes irregulares e legislação eleitoral
Em outro momento, Trump pediu que os presentes no Capitólio levantassem se concordassem que o governo americano deve cuidar dos cidadãos do país e não de “imigrantes irregulares”.
Trump foi ovacionado por vários segundos, mas nenhum integrante do Partido Democrata levantou neste momento.
O presidente também pediu que os congressistas aprovem uma lei que obrigue os eleitores a mostrar um documento de identificação. Além disso, pediu o fim do voto por correio.
“Chega de votos por correspondência fraudulentos, exceto em casos de doença, invalidez, serviço militar ou viagens”, comentou.
Trump perdeu a eleição de 2020 para Joe Biden em um cenário em que a pandemia forçou muitos eleitores a votar pelo correio. Durante a contagem, o republicano saiu na frente, mas conforme os votos de correio foram contados, perdeu a liderança. Isso fez com que ele alegasse fraude.
“Nunca vou deixar o Irã ter uma arma nuclear”
Um dos principais pontos da noite foi a fala sobre o Irã, com quem os Estados Unidos estão em crise há alguns meses, ameaçando um novo ataque contra o país do Oriente Médio.
Trump acusou o Irã de ser o “patrocinador número um de terrorismo” e afirmou que nunca o deixará ter uma arma nuclear.
“Eles já desenvolveram mísseis que podem ameaçar a Europa e nossas bases no exterior, e estão trabalhando para construir mísseis que em breve alcançarão os Estados Unidos da América”, alegou.
“Estamos em negociações, eles querem fechar um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘nunca teremos uma arma nuclear'”, adicionou.
O presidente também afirmou que o regime iraniano matou cerca de 32 mil pessoas nos recentes protestos contra o regime.
*em atualização
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Fonte : CNN