wp-header-logo.png

A ala do Congresso que defende a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre as suspeitas relativas ao Banco Master comemorou o fato de o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), ter se declarado suspeito para julgar o caso na Corte.

A avaliação do grupo é de que Toffoli tomou a decisão correta, especialmente após ter aberto mão da relatoria do processo do caso Master, há um mês, diante de questionamentos públicos sobre sua conduta.

Parlamentares ouvidos pela reportagem avaliam que agora haverá um julgamento menos contaminado politicamente com Cristiano Zanin na relatoria – após a realização de novo sorteio. Ainda assim, consideram ser uma “incógnita” como ele decidirá perante o caso.

De todo modo, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) afirmou à CNN Brasil esperar que Zanin siga o precedente da CPI da Pandemia, criada no Senado depois de uma ordem do STF em 2021.

O mandado de segurança em análise, apresentado por Rollemberg, quer que o Supremo obrigue a Câmara dos Deputados a colocar a CPI para funcionar, já que nenhuma comissão do tipo tem saído do papel.

Nesta quarta, Toffoli alegou “motivo de foro íntimo”, sem mais detalhes. Na decisão, porém, defendeu não haver hipótese de suspeição ou impedimento de sua atuação no processo relativo ao Master na Corte, na chamada Operação Compliance Zero. Toffoli inclusive revive a nota sem defesa assinada por todos os ministros do Supremo.

Enquanto a CPI do Master não é instalada, parlamentares recorrem à CPMI do INSS para avançar sobre o caso. A comissão está sob posse de dados sigilosos do celular do dono do Master, Daniel Vorcaro. O vice-presidente do colegiado, deputado Duarte Júnior (PSB-MA), busca informações sobre um número que, em comunicações de Vorcaro, estaria buscando obstruir os trabalhos da comissão, por exemplo.

No entanto, a própria CPMI enfrenta embates com o STF. Nesta quarta-feira, seria a vez de a comissão ouvir Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro. Mas ele conseguiu um habeas corpus no Supremo e a audiência acabou cancelada. Parlamentares reclamam que isso se tornou um padrão, o que desrespeitaria o Congresso.

Horas depois do cancelamento, o presidente da CPMI, senador Carlos Vianna (Podemos-MG), se reuniu com o relator dos processos sobre o Master e as fraudes no INSS na Corte, André Mendonça – sem avanços práticos significativos.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu