Os ministros de energia do G7 não chegaram a um acordo sobre a liberação de reservas estratégicas de petróleo nesta terça-feira (10) e, ao invés disso, pediram à Agência Internacional de Energia (AIE) que avaliasse a situação antes de agir.
A AIE informou que convocaria uma reunião extraordinária dos países membros nesta terça-feira (10) para avaliar a situação e a possibilidade de liberar reservas de emergência.
Os membros “avaliariam a segurança atual do abastecimento e as condições de mercado para embasar uma decisão subsequente sobre a disponibilização ou não dos estoques de emergência dos países membros da AIE ao mercado”, declarou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol.
“Pedimos à AIE que elabore cenários para uma possível liberação de estoques de petróleo; precisamos estar prontos para agir a qualquer momento”, frisou o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, a jornalistas após a teleconferência dos ministros do G7 para discutir a alta dos preços da energia devido à guerra no Irã. O G7 é composto pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, Reino Unido, Alemanha e França.
Os preços de referência do petróleo dispararam para quase o maior patamar em quatro anos na segunda-feira (9), mas despencaram mais de 10% nesta terça-feira (10), após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que a guerra no Oriente Médio poderia terminar em breve.
Nesta terça-feira (10), os líderes da União Europeia devem discutir a competitividade, incluindo os preços da energia, em uma teleconferência com o chanceler alemão Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o primeiro-ministro belga Bart De Wever e outros.
Os governos europeus estão apreensivos com a possibilidade de uma repetição da crise energética que enfrentaram em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, quando os preços dispararam para níveis recordes, forçando algumas indústrias a interromperem as operações.
Europa enfrenta vulnerabilidade
Mesmo antes da crise com o Irã, os preços da energia na Europa eram tipicamente mais altos do que nos EUA e na China, e os formuladores de políticas em Bruxelas enfrentavam apelos da indústria para que interviessem com medidas emergenciais.
“No que diz respeito aos combustíveis fósseis, somos completamente dependentes de importações caras e voláteis, o que nos coloca em desvantagem estrutural em relação a outras regiões. A atual crise no Oriente Médio serve como um forte lembrete das vulnerabilidades que isso acarreta”, destacou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (10), acrescentando que a redução da energia nuclear foi um erro estratégico para a Europa.
A Comissão Europeia anunciou nesta terça (10) que o Banco Europeu de Investimento investirá 75 bilhões de euros (US$ 87,32 bilhões) nos próximos três anos em infraestrutura energética para desbloquear gargalos na rede elétrica e tentar conter os preços.
“Estamos muito mais bem preparados para esta situação do que estávamos em fevereiro de 2022”, apontou o Comissário Europeu de Energia, Dan Jorgensen, citando uma oferta energética mais diversificada.
Antes de Moscou reduzir drasticamente as entregas em 2022, a Europa obtinha cerca de 40% do gás necessário da Rússia. Atualmente, os principais fornecedores da UE são a Noruega e os Estados Unidos.
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Fonte : CNN