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Casey Wasserman, um proeminente agente de entretenimento e esportes e presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, está colocando sua agência de talentos homônima à venda após enfrentar críticas por sua aparição em arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no mês passado, relacionados às investigações sobre o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Em um memorando interno enviado à equipe da agência na sexta-feira (13), obtido pela CNN, Wasserman afirmou que se tornou uma “distração” para os “esforços” da empresa. “É por isso que iniciei o processo de venda da empresa, um esforço que já está em andamento”, escreveu Wasserman.

Wasserman sofreu pressão de seus artistas para se afastar nas últimas semanas, bem como pedidos para que pedidos para que renunciasse por parte do comitê coordenador das Olimpíadas, depois que os arquivos revelaram que ele mantinha um relacionamento mais profundo e íntimo com a cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, do que se sabia anteriormente.

Wasserman não foi acusado de qualquer delito criminal relacionado a Epstein. A CNN entrou em contato com uma empresa de comunicação especializada em gestão de crises que o representa.

Wasserman viajou no avião de Epstein e trocou mensagens sugestivas com Maxwell, conforme mostram os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça.

Maxwell, ex-namorada de Epstein, foi condenada por tráfico sexual e outros crimes em 2021 e cumpre pena de 20 anos. Epstein cometeu suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual.

No memorando divulgado na sexta-feira, Wasserman afirmou ter tido apenas “interações limitadas com esses dois indivíduos”, referindo-se a Epstein e Maxwell.

“Foram necessários anos para que a conduta criminosa deles viesse à tona e, em sua totalidade, consistiu em uma viagem humanitária à África e alguns e-mails que lamento profundamente ter enviado”, disse Wasserman.

“É estou de coração partido por meu breve contato com eles, há 23 anos, ter causado tanto sofrimento a vocês, a esta empresa e a seus clientes nos últimos dias e semanas.”

Pressão de investidores

Fontes próximas aos negócios disseram à CNN que os investidores de Wasserman estavam chateados com a situação e o pressionaram a tomar essa decisão.

Em uma declaração anterior, divulgada pela Associated Press no mês passado, Wasserman esclareceu que sua conversa com Maxwell “ocorreu há mais de duas décadas, muito antes de seus crimes horríveis virem à tona”.

“Nunca tive um relacionamento pessoal ou comercial com Jeffrey Epstein. Como é bem documentado, participei de uma viagem humanitária como parte de uma delegação da Fundação Clinton em 2002, no avião de Epstein. Lamento profundamente ter tido qualquer associação com qualquer um deles”, dizia a declaração.

Detalhes da suposta vida secreta de Epstein vieram à tona pela primeira vez em 2005, quando várias meninas menores de idade o acusaram de oferecer pagamento por massagens ou atos sexuais em sua mansão em Palm Beach.

Epstein se declarou culpado de duas acusações estaduais de prostituição em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão.

Desde a divulgação dos arquivos mais recentes, a cantora Chappell Roan anunciou que estava deixando a agência de Wasserman. O cantor Orville Peck a seguiu logo em seguida, e depois o cantor e compositor Weyes Blood, entre outros.

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Fonte : CNN

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