O vice-líder do governo na Câmara, Alencar Santana (PT-SP), criticou duramente o relatório da CPMI do INSS apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). Em entrevista ao Bastidores CNN nesta sexta-feira (27), o deputado classificou a acusação contra Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como uma “ilação” sem fundamentos.
“O relator insiste numa tese política. Ele fez uma tese fictícia, fazendo ilações, conexões, para tentar justificar o indiciamento que ele pede. Quem lê esse tópico percebe que não tem fundamento algum”, afirmou Santana. Segundo o deputado, até mesmo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), admitiu, em entrevista ao programa Roda Viva, que não havia provas que pudessem justificar o indiciamento de Lulinha.
Relatório tendencioso e blindagem ao governo anterior
Alencar Santana classificou o documento como “uma peça tendenciosa” e afirmou que este comportamento foi observado durante toda a CPMI. “Se pegar um dia antes dele ser escolhido como relator, ele já fez um Twitter onde ele já tinha uma conclusão”, disse o deputado, acrescentando que o relator “negou todos os fatos, todos os dados, todas as provas colhidas naquilo que se respeita ao governo Bolsonaro”.
O vice-líder do governo também criticou o fato de que pessoas ligadas ao governo anterior não foram ouvidas durante os trabalhos da comissão. “Ele não ouviu essas pessoas do governo Bolsonaro. Muitas dessas pessoas ficaram para trás, lamentavelmente, porque ali houve uma blindagem”, declarou.
Fraudes começaram em gestão anterior, diz deputado
Durante a entrevista, o deputado afirmou que há evidências de que as fraudes investigadas pela CPMI começaram durante o governo anterior. Ele citou depoimentos que indicariam o início das irregularidades entre 2019 e 2020. “Isso tudo é governo Bolsonaro. Depoimentos passados, dezenas que foram, diversas pessoas deram a data que algo começou em 2019 ou 2020 ou 2021”, destacou.
Santana também mencionou um documento que, segundo ele, mostra que o então ministro Sérgio Moro recebeu uma denúncia em 1º de agosto de 2019 e não tomou providências. “Se colocasse ali a Polícia Federal para investigar, se cessasse os descontos naquele momento, esse roubo não tinha crescido”, argumentou.
O deputado petista destacou que o governo Lula já devolveu recursos aos aposentados afetados pelas fraudes e está buscando judicialmente recuperar o dinheiro desviado. Ele ressaltou que as prisões relacionadas ao caso são fruto de investigações conduzidas pela PF (Polícia Federal), a partir de trabalhos iniciados pela CGU (Controladoria-Geral da União) do atual governo.
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Fonte : CNN