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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quarta- feira (18) em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para maio avançou 2,08%, negociado a US$ 13,76 centavos por libra-peso.

Segundo informações da plataforma Barchart, as cotações do açúcar atingiram o maior patamar em uma semana.

O movimento foi sustentado pelas expectativas de queda na produção de açúcar do Brasil. A UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) informou que a produção de açúcar no Centro-Sul na segunda quinzena de janeiro somou apenas 5 mil toneladas, recuo de 36,31% na comparação anual.

Apesar do desempenho fraco no período, o acumulado da safra 2025/26 até janeiro registra alta de 0,9%, totalizando 40,24 milhões de toneladas. A entidade também apontou aumento no direcionamento da cana para a produção de açúcar, que alcançou 50,74%, ante 48,14% na safra anterior.

Cacau

Os preços do cacau finalizaram a sessão em forte queda na bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em maio cotado em US$ 3.314 a tonelada e recuo de 4,39%.

De acordo com o Barchart, os contratos na bolsa de Nova York atingiram o menor nível em dois anos e meio.

A pressão decorre da resistência de compradores internacionais em pagar os preços oficiais praticados na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores globais da commodity.

Na semana passada, Gana reduziu em quase 30% o valor pago aos produtores para a safra 2025/26. A agência Reuters informou que a Costa do Marfim avalia medida semelhante.

Café

Após as desvalorizações das últimas sessões, o contrato futuro para o café arábica com entrega para maio teve um ganho de 0,75% e encerrou cotado em US$  US$ 2.8515 a libra-peso.

Conforme o Barchart, os preços do arábica subiram após atingirem a mínima de sete meses.

O avanço foi atribuído à cobertura de posições vendidas, já que a queda das últimas sessões levou os contratos a níveis considerados tecnicamente sobrevendidos.

Suco de laranja

O suco de laranja finalizou o dia negociado em US$ 1,9735 a libra-peso, registrando um avanço de 1,75%.

Segundo o Itaú BBA, o mercado operou com quedas nas últimas sessões refletindo a estimativa de aumento na produção brasileira.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projeta que a safra 2026/27 do Brasil deve superar a anterior, que já havia sido considerada elevada. A perspectiva de oferta global mais robusta, liderada pelo Brasil, manteve os contratos sob pressão.

Algodão

Os preços do algodão encerraram o dia em alta, impulsionados pelo avanço do petróleo e pela valorização do dólar frente a outras moedas. O contrato com vencimento em maio avançou 0,19%, a US$ 63,76 centavos a libra-peso.

Dados da plataforma TradingView apontam que os preços futuros estão recuperando parte das perdas registradas no início desta semana.

As atenções do mercado estão voltadas para o Fórum de Perspectivas Agrícolas do USDA, que divulgará as estimativas iniciais de balanço nesta quinta-feira (19). Pesquisa da Bloomberg apontam que o relatório deve trazer uma área de plantio de 9,2 milhões de acres nos Estados Unidos, abaixo dos 9,3 milhões semeados no ano passado.

A produção norte-americana é projetada em 13,49 milhões de fardos, queda de 430 mil fardos na comparação anual.

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Fonte : CNN

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