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Os preços futuros do açúcar avançaram de forma expressiva na sessão desta quarta-feira (18), com o contrato para maio negociado em Nova York atingindo o maior nível desde janeiro. A cotação encerrou o dia a US$ 14,80 centavos por libra-peso, com alta de 2,42%.

O principal fator por trás da valorização é o avanço da gasolina, que alcançou o maior patamar em três anos. De acordo com o Barchart, esse movimento tende a estimular a produção de etanol, levando usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para o biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado.

Além disso, o mercado acompanha de perto o desenvolvimento da safra brasileira. As chuvas no Centro-Sul do país vêm favorecendo o crescimento da cana.

Segundo a consultoria Czarnikow, a última vez que a região registrou níveis semelhantes de precipitação foi em 2023, quando houve safra recorde. O volume de chuvas na segunda quinzena de março será decisivo para o início da colheita.

Café

Os preços do café arábica fecharam em queda na bolsa de Nova York. O contrato para maio recuou 0,63%, sendo negociado a US$ 2,929 por libra-peso.

A pressão vem da expectativa de uma safra recorde no Brasil. A StoneX elevou sua projeção de produção para o ciclo 2026/27 para 75,3 milhões de sacas, acima da estimativa anterior de 70,7 milhões.

Outro fator de baixa é o aumento dos estoques monitorados pela ICE, que atingiram o maior nível em 5,5 meses, chegando a 581.830 sacas.

No mercado de café robusta, a redução dos estoques da ICE, que caíram para o menor nível em dois meses, incentivou a cobertura de posições vendidas, trazendo alguma sustentação aos preços desse tipo de grão.

Cacau

Os preços do cacau também recuaram, com o contrato para maio cotado a US$ 3.260 por tonelada, queda de 2,66%.

Segundo dados do Tranding View, as cotações atingiram o menor nível desde agosto de 2023, refletindo a perspectiva de aumento da oferta e sinais de ampla disponibilidade do produto.

Apesar disso, o cenário segue volátil. Indústrias ainda operam com contratos firmados a preços elevados, o que deve atrasar o repasse de alívio ao consumidor final, possivelmente até 2026 ou 2027.

Fatores como tarifas, gargalos logísticos e riscos de oferta também continuam no radar.

Algodão

O mercado de algodão apresentou leve oscilação. O contrato para maio foi negociado a US$ 68,70 por libra-peso, com pequena queda de 0,10%.

De acordo com o Barchart, o mercado futuro reagiu à alta do petróleo e à queda do dólar.

Suco de laranja

O suco de laranja foi destaque negativo do dia, em que o contrato para maio encerrou cotado a US$ 1.805,00 por tonelada, com queda de 5,25%.

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Fonte : CNN

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