O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, disse nesta sexta-feira (27) que acredita que haverá reuniões para negociar com o Irã “esta semana”.
“Acreditamos que haverá reuniões esta semana. Certamente estamos esperançosos. Navios estão passando. Isso é um sinal muito, muito bom”, disse Witkoff em uma conferência em Miami.
“Temos um adiamento; temos uma prorrogação. Vemos isso como algo realmente positivo”, acrescentou.
Os comentários de Witkoff vêm no momento em que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os EUA ainda não receberam uma resposta iraniana à proposta de 15 pontos que o governo Trump apresentou para negociações para encerrar a guerra com o Irã, afirmando que ela pode chegar a qualquer momento.
A mídia estatal iraniana noticiou que Teerã rejeitou a oferta.
“Ainda não a recebemos”, disse Rubio à CNN.
“Veja bem, recebemos mensagens. Houve uma troca de mensagens e indicações do sistema iraniano, o que restou dele, sobre uma disposição para conversar sobre certos assuntos”, afirmou.
Rubio disse que os EUA aguardam esclarecimentos sobre quem estará do outro lado da mesa de negociações pelo Irã, após os ataques americanos e israelenses que resultaram na morte de muitos líderes iranianos.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
source
Fonte : CNN