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As ações da Meta subiam quase 2% por volta das 14h45, pelo horário de Brasília, nesta segunda-feira (16), após uma reportagem da Reuters afirmar que a gigante das mídias sociais planeja demitir 20% ou mais da força de trabalho para compensar os altos investimentos em inteligência artificial.

Se esses cortes de fato acontecerem, podem ser os maiores desde a reestruturação do final de 2022 e início de 2023, que acabou com cerca de 21.000 empregos da companhia.

A Meta gastou muito nos últimos anos com o setor de IA, construindo centros de dados e travando uma guerra por talentos. A companhia espera investir até US$ 135 bilhões apenas em 2026, aproximadamente o dobro do ano passado.

As despesas destinam-se a garantir a capacidade de computação em nuvem necessária para treinar e executar modelos de IA, e a Meta gastará até US$ 27 bilhões por esses serviços da Nebius, de acordo com um contrato assinado nesta segunda-feira (16).

Embora os gastos tenham impulsionado melhorias nas ferramentas de anúncios da Meta e aumentado as receitas, ela ainda não lançou um modelo de IA que possa desafiar os líderes do setor: OpenAI, Anthropic e Google.

A Meta está trabalhando em um novo modelo chamado Avocado, mas o desempenho desse modelo também ficou aquém das expectativas.

Um corte de 20% na equipe pode representar cerca de US$ 6 bilhões em economia de custos, ou um aumento de 5% no lucro ajustado, apontou Barton Crockett, analista da Rosenblatt Securities.

“Isso não precisa parar em 20%. Poderá haver mais no futuro se a IA for realmente tão impactante na produtividade da equipe”, continuou.

A Meta, cuja força de trabalho totalizava 79 mil pessoas no final de dezembro, disse na sexta-feira (13) que a reportagem da Reuters “é especulativa sobre abordagens teóricas”.

Até o momento, o papel da Meta acumula queda de 7% este ano, depois de subir quase 13% em 2025.

IA e demissões em alta

As demissões em massa ligadas à IA têm aumentado globalmente. As empresas anunciaram mais de 61.000 cortes em equipe ligados à IA, incluindo Amazon e Wisetech da Austrália, desde novembro.

O debate sobre a substituição de trabalhadores humanos pela IA se intensificou depois que o presidente-executivo da Block, Jack Dorsey, revelou no mês passado planos para demitir quase metade da equipe da empresa, dizendo que a tecnologia mudou “o que significa construir e administrar uma empresa”.

Alguns analistas observaram que as demissões em massa também seguem um período de excesso de contratações nas empresas. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, disse no mês passado que algumas empresas estavam culpando a IA pelos cortes de equipe que “contrataram de qualquer maneira”.

“A IA é um bode expiatório conveniente para cortes que poderiam ter acontecido de qualquer forma? Talvez. Mas acreditamos que o mercado perceberá rapidamente que as empresas estão usando a IA como camuflagem”, argumentou Mark Shmulik, analista da Bernstein.

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Fonte : CNN

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