wp-header-logo.png

O PNE (Plano Nacional de Educação), que agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “

A CE (Comissão de Educação e Cultura) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (25), o texto-base do novo PNE (Plano Nacional de Educação). A proposta estabelece as diretrizes, metas e estratégias que guiarão as políticas educacionais brasileiras pelos próximos dez anos (2026-2036).

Como o plano anterior expirou em 2025, o país encontrava-se sem um norte legal para o setor. O texto agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Investimento progressivo e Custo Aluno Qualidade

Um dos pontos centrais da nova lei é a retomada do compromisso de financiamento. O PNE prevê que o investimento público em educação, atualmente em 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto), suba gradualmente para 7,5% em sete anos, atingindo 10% ao final da década.

O referencial para esse gasto será o CAQ (Custo Aluno Qualidade), visando equiparar o investimento brasileiro à média dos países da OCDE em cinco anos.

Prioridades: da creche à alfabetização

O plano se divide em 19 objetivos e 73 metas. Na educação infantil, o foco é a universalização da pré-escola (4 e 5 anos) em até dois anos e a ampliação das creches para atender 60% das crianças de até 3 anos.

No ensino fundamental, a meta de alfabetização tornou-se mais rigorosa:

  • Em 5 anos: 80% das crianças alfabetizadas (leitura, escrita e matemática) até o fim do 2º ano.
  • Em 10 anos: 100% de alfabetização na idade certa.

Tempo integral e conectividade

A estrutura das escolas também passará por transformações. O PNE projeta que 65% das unidades públicas ofereçam tempo integral até 2036, atendendo metade dos estudantes da educação básica.

No campo digital, o objetivo é garantir internet de alta velocidade e Wi-Fi em todas as escolas públicas em dez anos, com metade delas já conectadas nos primeiros dois anos.

Valorização profissional e infraestrutura

Para os professores, o plano exige formação superior específica para todos os docentes em cinco anos e a garantia de planos de carreira com piso salarial nacional. O texto também limita em 30% o número de profissionais sem cargo efetivo e institui uma prova nacional periódica para ingresso no magistério.

Além disso, o plano aborda novos desafios contemporâneos:

  • Sustentabilidade: 60% das redes de ensino devem implementar planos de adaptação às mudanças climáticas em cinco anos.
  • Educação profissional: expansão das matrículas de nível médio técnico para 50% dos alunos,

Monitoramento e governança

Diferente de versões anteriores, o novo PNE reforça a fiscalização. O Inep publicará relatórios de monitoramento a cada dois anos, com a primeira divulgação prevista para março de 2027.

Estados e municípios terão prazos de 12 e 15 meses, respectivamente, para adequarem seus planos locais à nova lei federal.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu