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Entidades do setor de trigo afirmam que o aumento de custos em toda a cadeia produtiva  amplia o risco de repasse de custos para a farinha de trigo brasileira. Segundo a Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo) e o Sinditrigo -PR (Sindicato das Indústrias do Trigo do Paraná), o contexto internacional tenso cria um ambiente de instabilidade, com efeitos sobre os preços ao longo de toda a cadeia do trigo.

O petróleo, impactado pelo agravamento das tensões geopolíticas, encarece fretes e insumos em toda a cadeia logística. Além disso, “a elevação dos preços dos fertilizantes já preocupa produtores e moinhos, que também sentem aumento superior a 25% no custo das embalagens, reflexo direto do cenário internacional”, disse o Sinditrigo-PR, em nota.

“Esse quadro negativo se ⁠soma a fatores internos que agravam o ambiente de negócios”, pontuou a Associação, citando a criação de alíquotas de PIS/Cofins sobre o ⁠trigo importado e a redução de benefícios fiscais. Segundo nota, essas mudanças elevam a carga tributária e limitam a capacidade da indústria de absorver aumentos de custos sem repassá-los ao consumidor.

Ainda conforme as entidades, as empresas do setor têm buscado mitigar impactos mais significativos evitando repasses ao consumidor. Os moinhos vêm adotando estratégias de otimização de estoques, diversificação de origens de trigo e fornecedores de insumos, revisão de rotas logísticas, busca por ganhos de eficiência operacional e utilização de instrumentos de gestão de risco de preços sempre que possível.

Redução da disponibilidade

O cenário ocorre em um contexto de redução da área plantada no Brasil para a safra de 2026. Os produtores têm diminuído o cultivo em função de problemas climáticos e de rentabilidade. No Paraná, principal Estado produtor, a previsão é de que a área plantada atinja o menor nível em mais de 25 anos, segundo o Deral (Departamento de Economia Rural).

O Estado concentra o maior parque moageiro do país e responde por cerca de 30% da produção nacional de farinha de trigo. Diante da menor oferta interna, a estimativa do Sinditrigo-PR é que o Paraná importe aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de trigo em 2026, com a Argentina como principal fornecedora.

“A disponibilidade da matéria-prima no Estado e no país de um modo geral está cada vez menor”, afirma a presidente do Sinditrigo-PR e do Moinho Globo, Paloma Venturelli. Ao mesmo tempo, a demanda global aquecida e os custos logísticos mais elevados reduzem a previsibilidade do abastecimento.

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Fonte : CNN

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