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O calendário do Championship Tour da World Surf League (WSL) passou a contar com uma nova etapa em Manu Bay, na cidade de Raglan, na Nova Zelândia, famosa pelas longas esquerdas. De acordo com o presidente da liga na América Latina, Ivan Martinho, a reconfiguração do circuito mundial atende a um pedido dos atletas por maior diversidade de ondas ao longo da temporada.

“Até então, o circuito tinha predominância de ondas de direita. Trazer um pico de esquerda era um pedido dos surfistas, especialmente os goofy”, revelou Martinho em entrevista à CNN, referindo-se aos atletas que usam o pé direito à frente na prancha.

Segundo ele, a inclusão de Raglan amplia o nível de exigência técnica e exige maior versatilidade dos competidores, já que o desempenho em diferentes condições é determinante na disputa pelo título mundial.

“O desafio do tour é a regularidade. No surfe, o fato de um atleta ser bom em Saquarema não garante que ele seja bom no Taiti ou na Nova Zelândia. Quem consegue ser mais regular em ondas diferentes ao longo do calendário é aquele que se sagra campeão mundial”, explicou. “É diferente do futebol, do vôlei e de outros esportes que têm, mais ou menos, o mesmo tipo de campo e de quadra.”

A etapa em Raglan será a quarta do Championship Tour e substitui a de Jeffreys Bay, na África do Sul. O evento acontece entre 15 e 25 de maio, dentro de um calendário que vai de abril a dezembro.

“A entrada da Nova Zelândia traz um desafio diferente. Muitos surfistas nunca surfaram lá, então vai ser interessante”, completou Martinho.

Yago Dora, campeão mundial da WSL em 2025, celebrou a entrada de Raglan no circuito. “Estou muito feliz com a inclusão de uma esquerda perfeita para surfar no tour. Já fazia tempo que pedíamos uma onda assim, e finalmente conseguimos”, disse.

“Nunca estive na Nova Zelândia e estou animado por ter a oportunidade de competir lá pela primeira vez e conhecer o que parece ser uma parte muito bonita do mundo”, acrescentou o surfista de 29 anos.

Etapa do Challenger Series chega ao litoral paulista

Além da etapa na Nova Zelândia, a WSL ampliou sua presença no Brasil com a inclusão de São Sebastião no calendário do Challenger Series, divisão de acesso à elite do surfe mundial.

Segundo Ivan Martinho, a presença simultânea em São Paulo e no Rio de Janeiro — que continua recebendo a etapa do Championship Tour em Saquarema — faz parte da estratégia de consolidar o país como um dos principais mercados da modalidade.

“Era um objetivo nosso ter dois grandes eventos nos dois principais mercados do Brasil, o que traz uma responsabilidade muito grande”, afirmou. “A expectativa é alta e cabe a nós entregar eventos de primeira estatura.”

A reformulação do calendário inclui ainda o retorno da etapa decisiva ao Havaí, em Pipeline, atendendo a pedidos dos fãs.

“O Havaí é o maior point do surfe mundial, a onda mais temida e mais desejada por todos os surfistas”, destacou o CEO da liga na América Latina.

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Fonte : CNN

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