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O agora ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD-MT) não deve voltar ao cargo após a exoneração publicada na tarde desta sexta-feira (27), segundo apurou a CNN Brasil. A saída foi antecipada após a convocação para a votação do relatório da CPMI do INSS, prevista para esta sexta.

A expectativa inicial era de que ele deixasse a pasta apenas na próxima segunda-feira (30), para disputar novamente uma vaga no Senado por Mato Grosso nas eleições deste ano.

Fávaro deixou o cargo de senador no começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Ministério da Agricultura. Com isso, a suplente Margareth Buzetti (PP-MT) passou a ocupar a vaga.

Com os desdobramentos da CPMI do INSS, que pode trazer desgaste ao governo, a própria senadora indicou que votaria a favor do relatório.

O parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) pede o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e de outras 215 pessoas.

Antes que a oposição conquistasse maioria, o governo decidiu agir e levar a base de volta ao Congresso para garantir votos na comissão.

Em votações que podem gerar desgaste, é de praxe o governo puxar de volta seus ministros para reforçar a maioria.

O prazo para desincompatibilização do cargo é 4 de abril, mas parte dos ministros já começaram a deixar os cargos.

No lugar de Fávaro, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, deve assumir o posto.

Ainda há expectativa de uma cerimônia no Palácio do Planalto para a transmissão do cargo.

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Fonte : CNN

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