A votação do relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS deve ocorrer madrugada adentro. Por volta das 19h30 desta sexta-feira (27), o relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), terminou a leitura de seu texto final após cerca de oito horas. O documento possui quase 4.000 páginas.
A leitura do relatório começou por volta das 9h44 desta sexta-feira, conduzindo a última sessão da CPMI. Na quinta-feira (26), o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a queda da liminar concedida pelo ministro André Mendonça, portanto, rejeitando a possibilidade de prorrogação da CPMI.
“Minha vontade é de que a gente termine de hoje para amanhã, na madrugada se for necessário, a votação do relatório e entreguemos uma solução e o fim da CPMI para todo o país”, afirmou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Estão escritos 32 parlamentares para falar no período de discussão do relatório final, com ao menos dez minutos de tempo de fala para cada.
Relatório alternativo
Outro fator que deve atrasar a votação do relatório final da CPMI do INSS é o relatório alternativo proposto pela ala governista no colegiado.
Com tamanho semelhante ao de Gaspar, o documento suprime pontos originalmente levantados, como o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e adiciona novos acusados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A expectativa dos parlamentares governistas é derrubar o texto proposto pelo relator.
Em uma manobra regimental, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para que pudesse retornar ao Senado e votar contra o relatório da oposição.
A suplente, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), afirmou que a jogada foi uma “estratégia de um governo que tem medo”.
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Fonte : CNN