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A destruição das travessias do rio Litani pelas forças israelenses vai isolar dezenas de milhares de residentes no sul do Líbano, alertaram os defensores dos direitos humanos, à medida que a taxa de assassinatos, destruição e deslocamento em todo o país aumenta.

A demolição de infraestruturas críticas, incluindo pontes e redes rodoviárias, terá “consequências humanitárias significativas” às comunidades libanesas sob bombardeio israelense, de acordo com Hovig Atamian, um trabalhador humanitário da ONG internacional CARE International, na capital Beirute.

“Essas infraestruturas servem como rotas essenciais que conectam as comunidades”, disse ele.

“Quando as principais travessias do rio Litani ficam inoperantes, corre-se o risco de isolar ainda mais partes do sul do Líbano do resto do país”, disse Atamian,

Os militares israelenses explodiram várias pontes sobre o rio Litani – que corta o Líbano ao meio – nos últimos dias, como parte de um ataque mais amplo no sul. Na terça-feira (24), o ministro da Defesa israelense afirmou que essas rotas foram utilizadas pelo grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, “para a transferência de terroristas e armas”. Pelo menos três dessas pontes foram destruídas no espaço de 10 dias, informou a ONU na segunda-feira (23).

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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Fonte : CNN

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