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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, se pronunciou nesta sexta-feira (27) sobre o indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

Segundo o advogado Guilherme Suguimori, o relatório apresentado pelo relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), é um “documento político” que não produziu nada além de “amontoar um monte de reportagens da imprensa”.

“É uma coletânea de reportagens de imprensa. E eles terminam essa grande coletânea dizendo: ‘E aí não conseguimos investigar mais, não conseguimos investigar mais porque houve o bloqueio do pedido de sigilo, de quebra de sigilo, pelo STF”, afirma o advogado.

Ele ainda afirma que o documento não apresenta nenhum elemento probatório que fundamente o indiciamento.

“Eu não posso levar a sério esse relatório, isso não é um documento com capacidade de produzir efeitos jurídicos que se analisado não o fará. Eu tenho tranquilidade, depois de ler esse relatório, eu tenho absoluta tranquilidade e confiança de que as autoridades que irão avaliá-lo terão a mesma impressão que eu. Estou tranquilo, estou confiante”, completou.

Segundo o relator, o filho de Lula recebeu de Antônio Camilo um pagamento de R$ 25 milhões, em moeda desconhecida. Além disso, Lulinha também tinha uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil, que era depositada pelo “Careca do INSS”.

Dias atrás, o presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que não tinha a confirmação que Lulinha recebia a mesada.

Em entrevista à CNN em 16 de março, Guilherme Suguimori disse que a integralidade das acusações contra Lulinha são infundadas, sob o argumento de que seu cliente jamais teria recebido qualquer pagamento em dinheiro do empresário Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

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Fonte : CNN

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