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Os houthis, alinhados ao Irã, no Iêmen, afirmaram nesta sexta-feira (27) que estão prontos para intervir militarmente caso outros países se juntem aos EUA e a Israel na guerra contra o Irã, ou se o Mar Vermelho for usado para lançar ataques contra a República Islâmica.

“Confirmamos que estamos prontos para uma intervenção militar direta” caso novas alianças se unam a Washington e Israel contra o Irã e seus aliados, ou se o Mar Vermelho for usado para “operações hostis” contra o Irã, declarou o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, em um discurso televisionado.

Saree também afirmou que os houthis estão preparados para agir caso o que ele chamou de escalada contra o Irã e o “eixo da resistência” continue, mas não especificou qual seria a forma de tal intervenção.

O alerta aumenta a possibilidade de um confronto regional mais amplo, especialmente considerando a capacidade dos houthis de atingir alvos muito além do Iêmen e interromper as rotas marítimas ao redor da Península Arábica.

Os aliados xiitas do Irã no Líbano e no Iraque já se juntaram à guerra na região, desencadeada pelos ataques dos EUA e de Israel contra Teerã. Os houthis não haviam anunciado até então qualquer entrada direta na guerra, apesar de suas capacidades militares e posição geográfica com vista para o Mar Vermelho.

Em seu discurso, Saree também afirmou que o grupo não permitiria que o Mar Vermelho fosse usado para realizar “operações hostis” contra o Irã ou qualquer país muçulmano. Ele alertou contra qualquer endurecimento adicional do que descreveu como “o bloqueio ao Iêmen”.

Saree pediu a suspensão imediata dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e países aliados, incluindo os territórios palestinos, o Líbano e o Iraque, e instou à implementação do acordo de cessar-fogo em Gaza.

Após o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, realizado pelo grupo militante palestino Hamas, que desencadeou a guerra em Gaza, os houthis começaram a atacar navios internacionais no Mar Vermelho, alegando estarem agindo em apoio aos palestinos.

O grupo também lançou drones e mísseis contra Israel, provocando ataques aéreos retaliatórios de Israel e ataques dos EUA contra alvos houthis no Iêmen.

Os houthis interromperam esses ataques após um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas em outubro de 2025.

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Fonte : CNN

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