O ministro Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (27). O decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Com isso, Fávaro retorna ao Senado num momento crucial para o governo: a votação do relatório da CPMI do INSS.
A suplente, Margareth Buzetti, que até então compunha o colegiado, alega que a exoneração foi uma estratégia do Palácio do Planalto para que Fávaro vote no lugar dela. “Gostaria de dizer que o governo deve estar com muito medo, mas muito medo, do seu relatório”, disse.
Margareth indicou que votaria a favor dos indiciamentos propostos pelo relator, deputado Alfredo Gaspar. Entre os nomes está o do filho do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva.
“Saio de cabeça erguida porque para mim não importa se roubo foi no governo Bolsonaro ou no governo do Lula. Se o Lulinha tem algo a se explicar, que ele venha aqui se explicar, mas não ficar escondido atrás do papai. E é isso que ele está fazendo. Acho triste porque quem rouba dinheiro de aposentado, rouba dinheiro público. Não é o governo que está pagando, é o povo que está pagando mais uma vez o roubo dos aposentados”, afirmou a senadora.
A CNN Brasil entrou em contato com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência para saber os motivos da exoneração do ministro, mas até o momento não obteve retorno.
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Fonte : CNN