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A planta do grupo Caoa em Anápolis (GO) vai completar 20 anos em 2027, e a data promete ser de muitos lançamentos de veículos. A empresa anunciou um investimento extra de R$ 5 bilhões em um plano de modernização e ampliação da unidade, que vem passando por atualizações estruturais e tecnológicas para sustentar novos projetos industriais.

Em 2023, a empresa já havia anunciado R$ 3 bilhões, totalizando agora R$ 8 bilhões até 2028. O objetivo é ampliar a capacidade produtiva, modernizar processos de manufatura e preparar o complexo para a produção de novos veículos. E parte desse projeto já saiu do papel com o lançamento do Changan UNI-T. Com isso, a unidade se consolida como multimarcas com as chinesas Chery e Changan.

De acordo com o planejamento industrial da companhia, a fábrica deverá produzir ao menos três modelos da Changan, incluindo também os SUVs Changan CS75 e Changan CS55. Além desses, a Caoa se prepara para fabricar novos modelos da Chery para o mercado brasileiro.

A ampliação da fábrica incluiu a construção de 36.172 m² adicionais, elevando a área construída para 208.422 m². Ainda neste ano, está prevista a construção de mais 15 mil m², o que levará o complexo a 223.422 m² de área total.

A modernização também inclui novos equipamentos industriais, aumento do nível de automação e reorganização das linhas de produção. O objetivo é permitir que a planta amplie gradualmente o volume de produção até atingir capacidade instalada de aproximadamente 200 mil veículos por ano ao final do atual plano de investimentos.

O anúncio do novo ciclo de investimentos contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de executivos da companhia, incluindo Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho e Carlos Philippe Luchesi de Oliveira Andrade, que atualmente comandam o grupo fundado por Carlos Alberto de Oliveira Andrade.

Histórico da fábrica

A unidade industrial de Anápolis foi inaugurada em 2007 com investimento inicial de R$ 1,2 bilhão e começou suas atividades produzindo veículos da Hyundai, parceira da Caoa naquele período. Entre os primeiros modelos fabricados estavam os comerciais leves Hyundai HR e Hyundai HD80.

Posteriormente, a unidade passou a produzir o Hyundai Tucson, que se tornou um dos SUVs mais vendidos no Brasil em sua época. O modelo permaneceu em produção por vários anos, inclusive quando já havia sido substituído em outros mercados. A geração seguinte, comercializada como Hyundai ix35, também foi produzida na planta goiana.

Em 2024, o casamento com a Hyundai chegou ao fim e as empresas fizeram um acordo para reorganizar a parceria. A proposta era que a Hyundai assumisse o comando no Brasil, com a Caoa produzindo alguns modelos. Isso não deu certo para os modelos Tucson e HR, que saíram de linha em Anápolis.

O encerramento dessa parceria abriu espaço para que a Caoa avançasse em negociações com a Changan Automobile, ampliando a presença de fabricantes chinesas em sua operação no Brasil. A parceria foi selada durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2025. Além dos modelos fabricados em Goiás, também envolve a venda de importados da Avatr.

A estratégia segue um modelo semelhante ao adotado em 2017, quando o grupo brasileiro firmou parceria com a Chery, criando a operação Caoa Chery. Atualmente, a empresa produz em Anápolis os SUVs Chery Tiggo 5X, Chery Tiggo 7 e Chery Tiggo 8. A expectativa é que versões híbridas da linha Tiggo, atualmente importadas, passem a ser montadas localmente.

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Fonte : CNN

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